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Chuva é o principal fator para o aumento excessivo de preços

As chuvas estão mais intensas neste ano, principalmente comparado a 2014 e 2015. O acúmulo de precipitações colabora para a piora das colheitas, influenciando diretamente no preço dos produtos.

Segundo Erick de Brito Farias, gerente de modernização do mercado hortigranjeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as chuvas constantes representam o fator que mais contribuiu para o aumento. "No que diz respeito à batata, observou-se redução da oferta do produto nas Centrais de Abastecimento (Ceasas), e não podemos esquecer que a qualidade do tubérculo no período chuvoso fica bastante prejudicada, o que influencia também a definição das cotações do produto", salienta.

Já o alface, bem como a maioria das hortaliças folhosas, está localizado próximo aos centros de consumo, privilegiando circuitos produtivos locais. "Porém, devido às chuvas, os preços apresentaram alta, o que vem diminuindo a oferta, como também impedindo o plantio do produto", continua Farias.

No caso do mamão, cu-jo preço do quilo saltou de R$ 2,90 para mais de R$ 7 (cerca de 170%), chegando até a mais de R$ 10 em alguns lugares, o gerente explica que o movimento dos preços tem origem na queda da comercialização da fruta nas Ceasas. "Na balança comercial brasileira, o mamão papaia continua sendo destaque, dentro do seu grupo, revelando um aumento de 18% no volume total exportado no ano de 2015, chegando a quase 40 mil toneladas" completa.

Dólar e insumos

Sobre outros itens da feira que tiveram aumento, Farias cita a cebola e a cenoura, que também tiveram as safras prejudicadas pelas chuvas. "Disso resulta a baixa produtividade e, também, baixa qualidade, provocando maiores perdas tanto na produção como nos outros segmentos de comercialização", diz Farias.

O tomate também teve diminuição na oferta, o que elevou o preço do produto. "As maiores altas de preços foram observadas para o mamão e a maçã. Um fator preocupante na análise das frutas em geral, e também das hortaliças, é o aumento no custo dos insumos, uma vez que diversos preços estão atrelados ao dólar, aos gastos com mão-de-obra e também com outros custos inerentes à produção", avalia. "Os reajustes na energia elétrica, na água e nos combustíveis limitaram o cultivo de determinados produtos, provocando reduções de área ou migração para outras culturas mais atrativas", esclarece.

De acordo com Farias, o clima deve continuar sendo um dos principais fatores a influenciar na quantidade ofertada de hortifrúti, assim como na formação de preços nos centros de comercialização atacadistas. "Além disso, o dólar elevado continua favorecendo as exportações, o que impede que a oferta disponibilizada supra o alto consumo interno", finaliza.


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