Parcelas quitadas devem estar discriminadas

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Parcelas quitadas devem estar discriminadas

Depois de definir o código correspondente ao empréstimo efetuado, a pessoa deve declarar o total do saldo devedor, considerando as parcelas pagas até a data, no campo Situação em 31/12/2015. "Se o contribuinte contraiu o empréstimo em março de 2015, por exemplo, e começou a pagar as parcelas em abril do mesmo ano, ele deve especificar o quanto foi abatido do total até o final de dezembro", explica o consultor contábil Rodrigo Melo. "Se as parcelas continuam em 2016, a quitação deverá ser declarada apenas no IR do próximo ano", salienta.

Ele lembra ainda que no campo Discriminação deve ser informado, além do montante emprestado, o destino dos recursos (compra de automóvel, reforma etc.), entre outros dados. "O contribuinte deve acrescentar a forma de pagamento, o número de parcelas e o valor de cada uma, assim como a natureza da dívida e os dados do credor, com nome/razão social e CPF/CNPJ", comenta Rodrigo.

Estudantil

Financiamentos estudantis são declarados na ficha Dívidas e Ônus Reais, assinalando o código correspondente ao tipo de credor que cedeu o crédito. "O que foi gasto com educação, mesmo que tenha sido financiado, pode ser deduzido do imposto. Porém, o pagamento do empréstimo feito diretamente ao banco, não pode", ressalta o especialista.

"Em síntese, o contribuinte só poderá deduzir gastos com educação se estiver estudando, e as mensalidades estiverem sendo pagas. Ele deve preencher a ficha Pagamentos Efetuados, código 1 (instrução no Brasil)".

Rodrigo acrescenta ainda que, se o declarante já se formou, mas continua pagando as parcelas do empréstimo (como no caso do Fies), esses valores não serão dedutíveis do IR.


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