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Surto de H1N1 no Estado antecipa vacinação em clínicas particulares

GRIPE

Febre alta, repentina e persistente, associada à tosse e a mal-estar generalizado são sintomas característicos da gripe, bastante comum nessa época do ano. Entretanto, os registros de surtos de Influenza A (H1N1) no Estado têm levado muita gente para clínicas particulares; a maioria busca a prevenção por meio da vacina, e se antecipa à campanha do governo federal, programada para 30 de abril.

"As pessoas estão com muito medo, e o atendimento nas clínicas particulares praticamente dobrou", diz Larissa Pinheiro Barufaldi, gestora de uma clínica de imunização no Jardim Pompeia. "Em uma semana se esgotou nosso estoque de cem vacinas", afirma.

Segundo Larissa, os lotes que chegam são de 2016, com validade até dezembro; porém, os distribuidores fazem entregas fracionadas. "A procura tem sido muito grande em toda parte, e acredito que, por isso, eles estejam dividindo os lotes, para não deixar que falte para ninguém", argumenta.

A farmacêutica comenta que as vacinas contra a Influenza são produzidas anualmente. "O H1N1 e outros dois ou três vírus causadores da gripe foram os que mais circularam no ano passado. Atualmente, existem duas vacinas contra a gripe: a Trivalente (contra o H1N1 e mais dois vírus), que está disponível nos postos de saúde e clínicas; e a Tetravalente (contra o H1N1 e outros três vírus), disponível somente na rede particular", detalha.

Por isso, o tempo de duração do efeito da vacina é de um ano. Os anticorpos começam a agir no organismo 15 dias após a vacinação, e a proteção máxima será atingida depois de 45 dias.

Mutações

Além de indicar a vacina para prevenir a gripe, Larissa alerta para a mutação do vírus, o que faz com que as vacinas também mudem a cada ano. "O vírus Influenza é famoso pela sua elevada frequência de mutação, o que compromete a capacidade do sistema imunológico do organismo de criar anticorpos que sejam eficazes a longo prazo. Você pode ter uma gripe hoje e criar anticorpos altamente efetivos contra o vírus Influenza; o problema é que, nos próximos anos, haverá grande chance do vírus circulante ser diferente daquele que lhe contaminou. Assim, os anticorpos que você criou agora já não serão efetivos, ou serão apenas parcialmente efetivos, contra a nova cepa mutante", aponta.

Vírus morto?

As vacinas são produzidas com os próprios vírus, porém, a diferença é que eles podem ser vivos inativados ou mortos fragmentados. "As vacinas com vírus vivos inativados são para febre amarela, caxumba, sarampo, rubéola, varicela (catapora) e herpes", aponta Larissa.

Em resumo, a vacina contra a gripe é inativada e fracionada, feita com vírus mortos e replicados, não permitindo que eles se multipliquem no organismo; porém, essa característica não impede que eles produzam uma resposta imunológica protetora.

Para os que têm receio de pegar gripe após a imunização, a farmacêutica tranquiliza dizendo que não existe este perigo, já que a H1N1 possui vírus mortos. "Não tem como pegar gripe por meio da vacina. O que ocorre são apenas efeitos reativos (comuns a qualquer vacina), que duram um ou dois dias, tais como estado febril, dores locais ou pelo corpo - nada grave. Se a pessoa tiver um pouco de febre, basta tomar Dipirona", complementa.


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