Indaiatuba

Saída do PMDB da base do Governo não muda cenário legislativo local

Na última terça-feira, por aclamação, o Diretório Nacional do PMDB decidiu deixar a base aliada do governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Em Indaiatuba, a decisão havia sido adiantada pelo prefeito Reinaldo Nogueira (PMDB) em nota divulgada recentemente.

A Tribuna ouviu as lideranças locais dos partidos, em semana marcada também pela entrega na Câmara Municipal de ofício da 113ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SP) de Indaiatuba, solicitando uma moção de apoio ao pedido de impeachment da presidente, a ser encaminhado à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal, apoiando a ação da OAB Nacional e Estadual.

Para Carlos Alberto Bargas, membro da Executiva Estadual do PMDB e presidente do partido em Indaiatuba, além de secretário de Governo da Prefeitura Municipal, o rompimento foi uma decisão natural. "Vejo com naturalidade, devido aos recentes acontecimentos", destaca. "Mas, sinceramente, não vejo motivos para o impeachment".

Bargas não acredita que Indaiatuba terá dificuldades em pleitear verbas e projetos junto ao Governo Federal. "Não acredito que deva atrapalhar, até porque temos bom relacionamento com diversos deputados federais", lembra.

Embora filiado ao PMDB, presidente da Câmara Municipal, Luiz Alberto Pereira, o Cebolinha (PMDB) não poupou o partido. "A saída do PMDB não o redime de suas culpas. 'Mamou na teta da vaca', também é responsável e tem que arcar com isso", afirma. "Espero apenas que tudo seja feito de acordo com o que determina a Constituição e o Supremo Tribunal Federal (STF). Mas o Brasil não pode continuar neste marasmo".

Rompimento

Presidente do PT em Indaiatuba, Daniela Pellizzari também não estranhou o rompimento. "Chega um momento em que cada partido toma sua própria decisão. Então, que se resolvam e sejam felizes", destaca. "Cada partido tem suas ideias e é feito de pessoas, que muitas vezes pensam diferente", avalia. "Por isso, alguns integrantes do PMDB optaram por ficar no Governo".

É importante, para ela, ter base, mas quando se chega ao limite do aceitável, é preciso ter atitude. "Assim, é mais autêntico querer ir embora". Localmente, o PT continua fazendo oposição à Administração Municipal. "Nossa postura continua sendo a mesma. Temos as nossas diferenças com relação às políticas públicas municipais e nossos vereadores continuarão questionando e buscando respostas", garante Daniela.

Decisão

A decisão do Diretório Nacional do PMDB foi anunciada pelo senador Romero Jucá (RR), vice-presidente da legenda, que substituiu o presidente nacional do partido, Michel Temer (PMDB), vice-presidente da República. O PMDB também decidiu que os ministros do partido deverão deixar os cargos. Participaram da reunião mais de cem membros do Diretório Nacional do PMDB.


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