Mães esperam vaga em escola municipal

Indaiatuba

Mães esperam vaga em escola municipal

EDUCAÇÃO

Encontrar vagas para os filhos na Escola Municipal de Ensino Básico (Emeb) Professor Osório Germano e Silva Filho, no Jardim São Paulo, se tornou um dilema para muitos pais que moram no Castelo Branco, bairro vizinho. Segundo acusa uma das mães, em rede social, a escola só recebe filhos de professores, coordenadores e diretores, o que obriga as crianças locais a estudarem em instituições mais distantes.

Susemary Felício é mãe do Lucca, 9 anos, que está no quarto ano e atualmente estuda na escola Vicente Bernardinetti (Viber), que fica no bairro Cidade Nova, praticamente do outro lado da cidade, já que ela mora no Castelo Branco, há duas quadras da Emeb Prof. Osório. A mãe diz que seria muito mais adequado que seu filho estudasse próximo de casa. "Tenho dois bebês e sempre tenho de carregá-
los junto quando vou levar e buscar o Lucca na Viber", conta. "Procurei a escola Osório no início de janeiro e eles me receberam muito bem, afirmando que tentariam uma vaga para meu filho. Como não tive retorno, voltei lá e ouvi uma história bem diferente", continua Suse.

Na segunda vez, a mãe fala que a escola alegou mudanças no sistema e que o nome de Lucca não estava na lista de espera. "Foi então que procurei a Secretaria de Educação, mas foi ainda pior, porque me falaram que eu não era a única e todos querem ir para lá, por ser a melhor escola do Estado. Na verdade, não é por isso que eu quero que o Lucca estude lá, mas sim, porque ele estará em uma escola perto de casa - é um direito dele", assevera a mãe.

Ao conversar com outras pessoas, Suse descobriu que elas também passavam pelo mesmo problema. "Aqui no bairro tem uma mãe que todos os dias leva o filho à escola Viber, em cima de uma bicicleta, sob sol forte. O menino tem deficiência auditiva e ela tenta vaga para ele aqui na Osório desde 2014", revela. "Ela me contou que a professora da Viber não tem paciência com o garoto, pois nem toda a informação ele consegue processar. Se tiver muito barulho, ou a pessoa falar de costas, ele não entende; então, ela acaba gritando com ele".

Transporte

Além de não conseguir vaga para o filho, Suse revela que até mesmo o transporte gratuito até a Viber lhe foi negado. "Eu não quero dar trabalho para ninguém, mas, já que o ônibus da Prefeitura passa na Avenida Conceição, eu poderia levar o Lucca até o ponto. Mas, tive que ouvir outra negativa, justificando que moramos muito perto da Viber para tomar o transporte", lamenta.


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