Dificuldade com matrículas é associada à "máfia"

Indaiatuba

Dificuldade com matrículas é associada à "máfia"

Marina Teixeira mora no mesmo bairro da escola e, apesar de ter tido mais sorte que as outras, já que conseguiu uma vaga, faz acusações sobre a situação. Ela fala que existe uma "máfia" na escola Osório, e que lá só estudam filhos de professores, coordenadores e diretores.

Para ela, são crianças de famílias que têm condições de pagar pelo estudo dos filhos, enquanto muitas, nos bairros próximos, são forçadas a frequentar escolas mais distantes. "Depois de irmos na Secretaria da Educação e ameaçarmos publicar o caso no jornal, finalmente o Felipe conseguiu entrar na escola Osório. Foi uma luta; por isso, quero ajudar outros pais a vencerem esta batalha também", aponta.

A vaga do filho, como ela conta, veio no ano passado, depois de muitas tentativas. "Moro na rua da escola Osório e eles queriam matricular o Felipe na Viber até que surgisse a vaga. Porém, eu não aceitei e briguei na Secretaria da Educação, dizendo que em outro lugar meu filho não iria estudar, pois estou no meu direito", ressalta.

Veracidade

Questionada, a Secretaria da Educação respondeu, por meio de sua assessoria de comunicação, que a rede municipal de ensino possui cerca de 20 mil alunos, e que para auxiliar em cada caso é necessário que os reclamantes forneçam os nomes e/ou números de protocolos.

Quanto aos comentários de suposto favorecimento, também deve ser formalizada uma denúncia junto à Educação, com os dados dos atendidos, em tese, de forma irregular, para que seja verificado o ocorrido e tomadas as providências, caso a denúncia proceda. "Do contrário, estaremos agindo por suposições e sem qualquer embasamento ou provas concretas e objetivas", esclarece em nota.

Já sobre a questão do ônibus gratuito citada pela primeira mãe, a Prefeitura não emitiu nenhum parecer até o fechamento desta edição.


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