Indaiatuba

Corte de árvores urbanas é questionado

MEIO AMBIENTE

O crescente número de cortes de árvores nas áreas urbanas tem assustado a população. Somente neste ano, foram retiradas 21 árvores e realizadas 167 podas em vários setores do município.

Além da remoção de algumas delas, os galhos deixados nas calçadas, em frente às entradas de veículos, têm sido motivo de queixas. Várias delas chegaram à Tribuna de diferentes locais, como nas ruas Candelária e Ademar de Barros.

O secretário de Urbanismo e Meio Ambiente (Semurb), José Carlos Selone, por meio da assessoria de imprensa, esclarece alguns procedimentos, como o critério utilizado para o corte ou eliminação de uma árvore urbana. Ele garante que antes da remoção é feita uma avaliação técnica das condições estéticas e sanitárias, assim como da estrutura física do vegetal. "São verificados o enraizamento e eixo principal da árvore; se a mesma estiver comprometida, será autorizada a supressão e, logo em seguida, a compensação da mesma, com plantio imediato de uma nova muda ao lado", explica.

Selone lembra que o fato de uma árvore estar em frente a uma garagem, impedindo a passagem de veículo, é igualmente razão para sua retirada. "Se uma árvore ou os galhos resultantes de podas estiverem obstruindo a entrada do imóvel, a Semurb deve ser acionada imediatamente para que o problema seja sanado", complementa.

As principais doenças que atingem as árvores, e que podem levá-las à morte, são os fungos (oídio e ferrugem); além das pragas, como cochonilhas, formigas, cupins, lagartas e brocas.

Novos serviços neste sentido estarão diretamente relacionados ao número de solicitações, de acordo com Selone, que destaca, no entanto, que a remoção de uma árvore passa sempre pelo crivo profissional. "Quando um cidadão solicita a retirada de uma espécie em sua calçada, o técnico ambiental vai até o local e faz uma avaliação para ver se o pedido realmente procede".

Podas frequentes

A situação considerada ideal é a quantidade de uma árvore para cada lote de 250 metros quadrados; porém, problemas como pragas, vandalismo, poda drástica, raízes invadindo calçadas ou estranguladas, entre outros, fazem com que o número delas seja reduzido.

Por outro lado, a relação entre as árvores urbanas e a realização das podas está diretamente ligada a questões culturais. Em muitos casos, a poda drástica, feita de forma inapropriada, pode gerar danos irreversíveis. "As podas não prejudicam a árvore, porém, devem ser frequentes e atender às normas técnicas", pontua Selone.

Hoje, uma das principais causas para podas de árvores urbanas é sua interferência com fiações elétrica e telefônica, além de tubulações. O secretário lembra ainda que não se pode remover ou fazer uma poda drástica da árvore por motivos fúteis. "Por isso, é muito importante que haja conscientização ambiental de todos no município", ressalta o secretário.

Consciência

Selone também orienta como a população pode ajudar. "Fazendo o plantio de forma correta e também das espécies corretas em suas calçadas, a Semurb pode prestar todos os esclarecimentos neste sentido".

A ação de matar árvores ou retirá-las sem a devida autorização de órgãos competentes, se configura crime ambiental e o cidadão estará sujeito às penalidades legais, com o registro da ocorrência e encaminhamento à Polícia Ambiental.

A arborização nos centros urbanos é de vital importância, pois garante a estabilidade microclimática, ou seja, sem grandes variações de temperatura; melhora a qualidade do ar, reduzindo os níveis de gases tóxicos; diminui a poluição sonora; contribui para o controle de enchentes e inundações; previne significativamente o aquecimento global e protege a biodiversidade.


Fonte:


Notícias relevantes: