Indaiatuba

Tamiflu, usado para tratar a doença, está em falta

O medicamento usado no tratamento da H1N1, Tamiflu, está em falta na cidade. Segundo Thais Caroline, mãe da criança com suspeita de H1N1, o médico que lhe atendeu passou o medicamento e pediu para ela tomar na farmácia do Haoc. "Quando fui com a receita pegar o remédio, me informaram que tinha acabado. O médico me aconselhou a ir ao UPA e no Hospital Santa Ignês, mas nestes dois hospitais também não tinha o medicamento", revela a mãe. "Fiquei desesperada porque minha filha tinha que tomar o remédio na noite de quinta, foi quando resolvi postar no Facebook e consegui uma cápsula com uma conhecida", acrescenta.

O tratamento dura cinco dias e o remédio deve ser tomado a cada 12 horas. A medicação não é vendida em farmácias. "Meu marido estava indo para Santo André buscar o remédio, que foi o único lugar onde encontramos, mas depois me informaram que em Valinhos tinha o remédio e ele foi buscar", relata.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o UPA não tem o medicamento porque não faz internações. Ainda de acordo com a Pasta, foi distribuído aos hospitais, neste ano, os Tamiflus que estavam com a Secretaria de Saúde.

O Hospital Santa Ignês informou que o medicamento apenas é liberado aos pacientes que estão internados na unidade médica.  Em contato com o Haoc, o hospital informou por sua assessoria de imprensa que a unidade médica não fornece medicamentos de uso ambulatorial, apenas, também, para internados. "Até onde sabemos, o remédio está em falta em todos os lugares, seja para distribuição gratuita ou para compra particular. Recebemos ligação de Campinas, Itu e cidades da região perguntando se temos tal medicação", pontuou em nota. "Atualmente, temos um estoque de tratamento para cinco pacientes, que já estão comprometidos com pacientes internados em uso".

Ainda segundo o hospital, quando um paciente tem suspeita de H1N1, as amostras são coletadas e enviadas ao laboratório do Instituto Adolfo Lutz. "A SíndromeGripal Aguda é um problema de saúde pública, e devemos cumprir as normas legais. A conduta com os pacientes que apresentam suspeitas da doença é estabelecida nos protocolos do Ministério da Saúde e da Vigilância Sanitária. De maneira geral há que se separar os pacientes com Síndrome Gripal aguda sintomática, com sinais respiratórios importantes, pois o diagnóstico sorológico de confirmação demora e tem mais valor epidemiológico, ou seja, para saber se estamos tendo mesmo casos confirmados da infecção, porque quando chega a confirmação sorológica definitivo já se passaram dias. Os pacientes que preenchem os requisitos do protocolo são encaminhados para exame. Em média o exame demora oito dias, pois não tem teste rápido", explica. "Outro aspecto são os pacientes com síndrome gripal, mesmo sem sintomas importantes respiratórios, mas que estão no grupo de risco (gestantes, puérperas, imunossuprimidos, pacientes com câncer, etc), cuja recomendação pode ser utilizar o Tamiflu, mesmo ainda sem confirmação da doença. Separar a gripe comum da influenza não é fácil, e ainda mais difícil, explicar isto aos pacientes", acrescenta a unidade médica.


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