Indaiatuba

Perícias do INSS estão com 40 dias de atraso

ATRASO

As perícias médicas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no município estão sendo realizadas com até 40 dias de atraso, mesmo após o fim da greve da categoria, em janeiro. A informação é da própria unidade no município, onde três peritos atendem a cerca de 50 pessoas por dia.

De acordo com a representação dos trabalhadores, em todo o Brasil, mais de dois milhões de perícias deixaram de ser feitas por conta das paralisações que afetaram o órgão no ano passado. A greve dos peritos teve início em setembro de 2015 e terminou em janeiro.

Segundo Luiz Antônio Tadeu Silvério, técnico do seguro social da agência Indaiatuba, quem fizer o agendamento agora consegue ser atendido somente a partir de 19 de maio. "Isso complica bastante a vida dos segurados, já que sem a perícia eles não podem receber o benefício, nem retornar ao trabalho e contar com o salário", diz.

Por conta disso, o advogado Igor Carvalho faz um alerta para os beneficiários que se sentirem prejudicados. "A pessoa deve procurar um especialista e entrar na Justiça, o que irá obrigar a previdência social a cumprir o agendamento no prazo de 20 a 30 dias", esclarece.

Greve

A paralisação dos peritos do INSS durou aproximadamente 165 dias, e a estimativa da Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP) é a de que 2,2 milhões de perícias deixaram de ser realizadas durante a greve.

O acordo foi fechado em 27,9% de reajuste salarial, em quatro parcelas pagas até 2019. A assessoria do INSS informou que o governo irá devolver os valores descontados dos servidores, que deverão ainda atender às perícias pendentes e repor as horas em até seis meses.

As perícias não concluídas no período da paralisação estão sendo feitas por meio de um plano especial de trabalho, em que os médicos peritos atendem mais segurados do que o previsto em sua demanda diária. Os atendimentos vêm sendo colocados em dia conforme as possibilidades de cada unidade do INSS.

Em julho do ano passado, os servidores de Indaiatuba também suspenderam as atividades por quase dois meses; eles reivindicavam melhores salários e condições de trabalho. À época, apenas três dos 25 funcionários permaneceram trabalhando, e Luiz Antônio declarou que não havia qualquer proposta do governo federal, e tampouco a sinalização de que haveria concurso público para suprir a defasagem de pessoal.

No país, a greve dos servidores durou 80 dias e teve a adesão de mais de 32,4 mil trabalhadores, fechando aproximadamente 1,6 mil pos-
tos. Foi aprovada a proposta de reajuste de 10,8%, divididos em duas vezes, pagos neste ano e em 2017.

Vigilantes

Na manhã do dia 12 de abril, os vigilantes das agências do INSS de Campinas fizeram uma paralisação; três postos da região central foram bloqueados pelos trabalhadores, que reivindicavam o pagamento do vale-alimentação.

A greve terminou no final da tarde do mesmo dia, após o acordo sobre o pagamento do benefício, que deveria ter ocorrido no dia 7 de abril, e não teve repercussão em Indaiatuba. De acordo com o sindicato da categoria, se o pagamento não for feito, uma nova paralisação poderá ocorrer depois de amanhã.

A assessoria do INSS não informou o número de pessoas afetadas, porém, garantiu que os segurados não atendidos tiveram suas consultas reagendadas. A empresa responsável pelo serviço de segurança recebeu o prazo de cinco dias para regularizar a situação dos trabalhadores, caso contrário irá pagar multa por descumprimento de contrato.


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