Indaiatuba

Primeira morte suspeita por H1N1 é notificada

MORTE

O município registrou a primeira morte suspeita por H1N1, segundo o secretário municipal de Saúde, José Roberto Stefani. Além da morte, a cidade tem 16 casos suspeitos da doença.

Uma criança de dez anos, que estava sob suspeita, teve resultado negativo para a gripe. Ainda de acordo com a Vigilância Epidemiologia, Indaiatuba tem um caso importado confirmado para H1N1, mas a paciente é de Itu e está internada no Santa Ignês por falta de vaga nos hospitais de sua cidade.

Stefani explica que o óbito suspeito é de um homem de 81 anos, que faleceu no dia 8 de abril. "Temos uma morte que está sob suspeita de H1N1. É um senhor cardiopata e tabagista, que tem patologia pulmonar e problema no coração. É uma caso suspeito que aguarda confirmação ou não de H1N1", detalha o secretário.

O secretário de Saúde também detalhou à Tribuna os cuidados que a população deve ter para evitar a contaminação e ressaltou que as pessoas que estão fora do quadro de risco não precisam se desesperar. "O vírus H1N1 convive conosco há muitos anos e tem dois tipos de mutações. A mutação maior que pega a população desprevenida e daí tem um número maior de óbito, como ocorreu com a famosa gripe Espanhola, e a mutação menor, que ocorre todos os anos. Esta modificação menor engana o nosso sistema imune, onde ficamos gripados", explica. 

Quem tomou a vacina ano passado, seguramente tem um pouco de proteção para este ano, mas nesta época tem um complicador, que é a questão da produção da vacina. "Não tem como produzir uma vacina para o ano que vem, tenho que esperar o vírus sofrer a mutação e, quando isso acontece, algumas pessoas já estão infectadas. Por isso, quem está no grupo de risco precisa reforçar a dose da vacina todos os anos, no entanto, mesmo assim a vacina não tem 100% de proteção", acrescenta Stefani. A campanha de vacinação na cidade começa no dia 30 deste mês.

Stefani também esclarece que nem sempre é possível identificar se a pessoa teve um resfriado ou gripe H1N1, ou ainda a contaminação por outros vírus. "Quando uma pessoa tem uma febre, mal-
estar, diarreia e tosse pode ser H1N1, mas também pode ser outros vírus, já que os sintomas são todos semelhantes", ressalta. "Porém, não tem como identificar com qual do vírus ela foi contaminada porque na maioria das vezes a pessoa tem uma melhora em quatro ou cinco dias", adiciona, avisando: "Com certeza temos muitos casos de H1N1 não só aqui, em todas as cidades, mas que não foi feito diagnóstico porque o paciente teve um quadro benigno e melhorou em cinco dias".

Cuidados

O secretário de Saúde aconselha que para evitar a contaminação a solução é se prevenir. "As pessoas que têm alguma debilidade de saúde devem se proteger, evitar lugares públicos, cheio de gente, lavar a mão com frequência e passar o álcool gel. O grande perigo é que quando a pessoa está na rua, ela lida com diversas situações, como colocar a mão em maçaneta de porta, cumprimentar outras pessoas e depois pode correr o risco de levar a mão ao olho ou boca, onde se contamina".

Ele também pede que se evite entrar em casa com o sapato que usou na rua e, para os pais que têm crianças de colo, ao sair de casa devem cobrir a criança com uma manta, principalmente em lugares com bastante circulação de pessoas e elevadores para evitar que a criança seja contaminada. "Quando chegar em casa, lave esta manta e não a manuseie demais no trajeto, pegando na manta e na criança, porque não está protegendo o seu filho", orienta. 


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