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Adolfo Lutz está sem kits para diagnóstico

SAÚDE

O Instituto Adolfo Lutz, que realiza os exames de sorologia para detectar H1N1, zika, dengue e outros vírus, está desabastecido com kits de sorologia. Segundo o instituto, no caso dos testes para diagnóstico do vírus Influenza (H1N1), a situação está prejudicada, já que o Ministério da Saúde, órgão do governo federal e responsável pela compra dos kits, tem atrasado os repasses.

"O Instituto Adolfo Lutz já solicitou ao Ministério da Saúde, o quantitativo para atender toda a demanda do estado de São Paulo, porém, até o momento, não recebeu o material necessário. Neste ano, o laboratório realizou 2.600 testes com materiais do próprio Instituto, porém os estoques se esgotaram e o diagnóstico está parado", informou o instituto por meio de sua assessoria de imprensa.

Em relação aos exames para diagnóstico da dengue, a pasta estadual esclarece que, neste ano o governo Federal enviou apenas 220 kits ao estado de São Paulo, o que representa apenas 7% do total de três mil kits solicitados pela Lutz, desde outubro de 2015, ao Ministério da Saúde. "Por isso, a Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) do estado de São Paulo emitiu comunicado para ampla divulgação por todos os Grupos de Vigilância Epidemiológica para orientar os municípios paulistas em relação aos exames sorologia para dengue realizados pelo Instituto Adolfo Lutz", informa. "A medida faz-se necessária devido à contingência de kits para diagnóstico da doença, decorrente das falhas na entrega pelo Ministério da Saúde".

Para o uso racional do material disponível, a CCD definiu critérios para realização dos exames, com base no cenário epidemiológico. "Para verificação do cenário atual de transmissão da doença, serão avaliadas amostras mais recentes, coletadas entre a última quinzena de fevereiro e a primeira semana de março. As coletas de novas amostras deverão ser feitas para casos suspeitos de municípios sem registros de casos autóctones, e para casos graves e óbitos em demais municípios", explicou a unidade.

Já para os exames de zika vírus, a assessoria do Lutz informou a reportagem que o governo envia apenas dez kits semanais para o exame de sorologia. "O envio de kits para testes RT-PCR (Reação em Cadeia da Polimerase, com Transcriptase Reversa, em Tempo Real) ao estado de São Paulo para diagnóstico do zika vírus é de responsabilidade do Ministério da Saúde, que encaminha somente o suficiente para realização de dez testes semanais em todo o Estado. No entanto, o governo do estado de São Paulo, por iniciativa própria, triplicou o número de testes para o monitoramento da circulação do vírus, através da rede sentinela contra zika".

O instituto ressalta que, fora da rede, os testes também têm sido realizados em todas as gestantes com suspeita clínica de zika, cujas amostras são enviadas pelos municípios paulistas. "Os municípios também possuem autonomia para adquirir kits de PCR para exames de zika com recursos próprios", apontou. "O Instituto Adolfo Lutz segue empenhado em atender integralmente a demanda dos municípios paulistas, entretanto, é necessário que o Ministério da Saúde colabore fornecendo o quantitativo de kits solicitados", reforça a unidade.

Ainda de acordo com o
Lutz, em 2015, a pasta estadual implantou uma rede sentinela contra zika, que vem monitorando a circulação do vírus no Estado. Por meio da rede de laboratórios do Instituto Adolfo Lutz, a Secretaria de Estado da Saúde vem realizando testes de RT-PCR em amostras que deram negativas para dengue, visando identificar o genoma do zika vírus. Esses exames são aplicados, sobretudo, em regiões em que há notificação de casos de microcefalia", informa.


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