Indaiatuba

Cidade tem dois casos suspeitos de chikungunya

ZIKA VÍRUS

A Secretaria Municipal de Saúde contabilizou nesta semana mais um caso suspeito de febre chikungunya, chegando a dois no município. Os pacientes sobre alerta são dois homens com casos importados residentes. Um deles veio da cidade de Santos e outro de Alagoas. Atualmente ambos estão residindo na cidade.

Ainda segundo a Pasta, as três gestantes que estavam com suspeita de zika - dos bairros Cecap, Jardim Morada do Sol e Jardim Paulista - teve o diagnóstico negativo para o vírus. Por enquanto, o município não registra casos suspeitos do vírus.

Já os casos confirmados de dengue subiram de 25 pra 29 nesta semana, segundo a Vigilância Epidemiológica. Do total, 21 são autóctones e oito importados residentes. Estão sob suspeita de dengue 272 pessoas.

Exames

Segundo orientação do Ministério da Saúde e do Instituto Adolfo Lutz, os municípios estão se adequando quanto à exigência para o exame sorológico de zika vírus. Um dos procedimentos aconselhados pelo Ministério é que quando descartada a dengue no paciente, ele pode ser tratado como zika.

O secretário municipal de Saúde, José Roberto Stefani, explica como a cidade está lidando com os casos suspeitos de zika. "Logicamente que quando se descarta dengue, a próxima suspeita é o zika, dai o laboratório faz a investigação, dependendo do caso. Vamos nos preocupar muito com as mulheres grávidas e crianças. Não adianta fazer exame em todo mundo", afirma. "Se é descartado para dengue, a pessoa pode ter tido a zika, mas se o paciente está fora do quadro de risco - que compreende a gestantes, idosos, crianças e pessoas com problemas de saúde - ele terá uma melhora porque seu organismo está com uma boa imunidade", aponta. "Só vamos pedir o exame para zika se tiver gravidade, agora se foi um caso em que a pessoa estava suspeita, mas reagiu bem e sarou, não vamos fazer uma papelada de exame".

Para Stefani, além das gestantes, a preocupação da contaminação também deve ser com as crianças. "A maior preocupação é que não temos um remédio especifico para tratar o zika. Ainda temos muitas dúvidas sobre este vírus e a cada hora sai uma noticia nova. É preocupante que, como este vírus é neurotrópico, ou seja, tem afinidade pelo sistema nervoso, não fica só na gestante a preocupação, também nos preocupamos com as crianças, principalmente as de até dois anos, em que o cérebro está em desenvolvimento. Se a criança tiver um quadro de zika nesta idade não sabemos o que pode acontecer no futuro e a repercussão que isso terá na saúde dela", ressalta.

"Então as crianças têm que usar repelente na hora que vai para escolinha e no parquinho no final de tarde. Além disso, a população tem que ter o cuidado com o mosquito, que é a nossa grande campanha", continua. "Eu fico me perguntando o que mais nós precisamos fazer e o que mais precisa acontecer para realmente conscientizar a população e as pessoas tirarem 15 minutos por dia para combater, de maneira efetiva, o mosquito", conclui.


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