Indaiatuba

Atraso em repasse de verbas federais prejudica projetos

A grave crise econômica pela qual o Governo Federal está passando tem feito com que repasses sejam atrasados ou até suspensos em todo o Brasil. Em Indaiatuba, a situação não é diferente. Pelo menos três obras serão afetadas pelo problema.

Quem confirma o caso é o prefeito Reinaldo Nogueira (PMDB), que esteve na redação da Tribuna nesta semana. Entre vários assuntos, ele mencionou o atraso das verbas federais para projetos na cidade, além das eleições municipais e a qualidade do Sistema Único de Saúde (SUS) local, que também é prejudicado pela situação econômica.

"Atualmente, estamos com duas verbas atrasadas; uma delas é para terminar o ginásio de futsal no Centro Esportivo", revela. "Já fizemos a fundação e esperamos os quase R$ 300 mil que faltam para finalizar". Outro projeto é o da piscina, também no Centro Esportivo. "Tem os R$ 40 mil para terminar os detalhes da piscina. Inclusive, falei com o ministro [do Esporte, Ricardo Leyser] na segunda-feira", comentou o prefeito.

A outra obra citada por Nogueira é a duplicação da ponte próximo à fábrica da Toyota, que viabilizaria o acesso direto da Marginal do Parque Ecológico à SP-75. "Dos R$ 5 milhões pleiteados pelo deputado federal José Olímpio Silveira Moraes (DEM), faltam ainda R$ 2 milhões", revelou.

Além dessas, Nogueira disse que há outras quatro obras paralisadas devido ao atraso no repasse de recursos. "A instabilidade política e econômica atrapalha bastante os projetos em que estavam em andamento. No caso do SUS, por exemplo, desde março de 2015 nós conseguimos aumentar o teto para R$ 1 milhão mensais, porém, eles não pagam", lamenta. "Se fossem repassar agora, já seriam R$ 18 milhões", destacou Nogueira.

O prefeito acrescentou que os atendimentos aumentaram no município, sendo, inclusive, estendido a pessoas de fora. "Nós temos como comprovar a expansão dos atendimentos, e temos imagens de ambulâncias trazendo pacientes de outros municípios para serem atendidos aqui. São 200 mil procedimentos por mês, entre eles, 30 a 40 mil só para a população de fora", cita, justificando a necessidade dessa verba adicional de R$ 1 milhão. "Até vereadores de Campinas e Monte Mor realizam consultas no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc)".

Esforço

Nogueira também reforçou o empenho da administração do município em relação aos desafios. "As obras que dependem de recursos municipais eu consigo entregar até o final do meu mandato [que vai até dezembro deste ano]", garante. "Já as que esperam recursos federais, vão ficar para meu sucessor inaugurar", alegou.


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