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Comdema é assumido por novo presidente

O Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema) tem novo presidente: Gilmar Aparecido Brito Pessuti. Ele tomou posse na quarta-feira e, no mesmo dia, realizou sua primeira reunião como gestor. O principal tema da pauta foi a logística reversa de pilhas, baterias e lâmpadas.

Além dos membros do Comdema, servidores da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Semurb) participaram do encontro. "Convidamos o pessoal da Semburb, pois queremos saber como eles estão fazendo o trabalho em relação à coleta de lixo eletrônico", explica Pessuti. "Especialmente no caso das pilhas, existe uma lei de descarte que deve ser cumprida, mas quase ninguém observa isso. Alguns estabelecimentos estão obedecendo, mas a maioria não", acrescenta, lembrando que, o sistema de logística reversa está na Lei Municipal 4.060, promulgada em setembro de 2001, que determina que pilhas e baterias sejam devolvidas nos mesmos estabelecimentos onde foram compradas.

Em janeiro, o Comdema levou a debate o descarte de pilhas, mas o assunto teve pouca adesão. À ocasião, o ex-presidente do Conselho, Tarcísio Condini, disse que a proposta era a de criar postos de coleta em supermercados e estabelecimentos que vendem esses produtos. "Esses locais são a principal porta de entrada dos produtos eletrônicos. Além disso, promover a reciclagem dos itens eletrônicos pode representar um bom negócio para o comerciante, que pode vender esse material", afirmou.

Menos pontos

A Semurb eliminou os pontos de coleta de pilhas e baterias no município, pois aponta que a responsabilidade pela logística reversa é dos fabricantes. "O próprio comerciante pode acionar os fornecedores para providenciar o descarte correto", explica Valdir Carvalho, responsável pela coleta seletiva da Semurb. "Independente da lei, trata-se de uma questão ambiental que afeta a saúde de todos", reforça.

Sobre a logística reversa, Valdir observa que já existem alguns comerciantes no município que recebem de volta as pilhas, baterias e lâmpadas inutilizadas. "Quando eles conseguem juntar uma boa quantidade, eles ligam para a Semurb e vamos buscar. O ideal é que haja políticas públicas específicas para isso, pois, não basta pedir ao comerciante que faça a coleta dos materiais, mas temos de oferecer suporte a eles para que o método seja eficiente e menos custoso para ambos os lados. Há muito o que fazer. No Brasil, ainda estamos engatinhando neste sentido; mas, não vamos parar", conclui.


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