Indaiatuba

Força-tarefa vai contabilizar os comerciantes que atuam no setor e deveriam fazer logística

Indaiatuba, assim como boa parte das regiões brasileiras, ainda não possui um sistema efetivo de descarte de pilhas e baterias. A falta de informação sobre os efeitos reais (e extremamente nocivos) de se depositar no solo este tipo de material, assim como outros equipamentos eletrônicos que não servem mais, faz com que aumente a contaminação do meio ambiente. Como consequência, a saúde humana acaba também sendo colocada em risco.

"O principal obstáculo à proposta de logística reversa está nas lojinhas chinesas, que vendem esses produtos mais baratos, porém, não contam com esquema de devolução", aponta Valdir. "A princípio, vamos organizar uma força-tarefa - câmara técnica formada por três pessoas - e eu irei coordenar o trabalho de levantar quantos comerciantes atuam no setor e a quantidade comercializada", continua.

Valdir esclarece que os produtos eletrônicos descartados são retirados por empresas especializadas em reciclagem, e que isso tem um custo. "No caso das pilhas, é necessário juntar 300 quilos, senão a empresa não recolhe. Já as lâmpadas, é preciso o mínimo de 400 unidades."

O funcionário da Semurb alerta ainda que nunca se deve descartar lâmpadas junto aos recicláveis. "Além do risco de quebrar e ferir o pessoal que faz a coleta, este material contém altas concentrações de mercúrio, um metal cancerígeno. Hoje temos 5 mil lâmpadas aqui que devem passar pela descaracterização - retirada do mercúrio - e estamos cotando uma empresa para fazer o serviço. O custo gira em torno de R$ 0,87 a R$ 0,99 por unidade", revela.


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