Indaiatuba

Filhos devem gastar pouco no Dia das Mães

DIA DAS MÃES

Os gastos com presentes serão mais moderados neste Dia das Mães. Celebrada no dia 8 de maio, a data não tem levado tantos consumidores às compras, como desejariam os lojistas. Entretanto, apesar da crise, há luz no fim do túnel, pois as projeções são otimistas.

"Nossa expectativa é a de que este ano as vendas tenham um acréscimo de 5%, como observamos em 2015", afirma o presidente da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Indaiatuba (Aciai), Jair Sigrist.

Laerte Martins, economista da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic), também demonstra otimismo, como Sigrist, embora bem mais moderado. "Para este ano, temos uma projeção de crescimento nas vendas de 1,4% em Indaiatuba. Em 2015, havíamos estimado um total de R$ 48,7 milhões, e as previsões foram realizadas, o que representou 4% a mais, em relação a 2014", lembra. "Mas, agora, o cenário é outro e não arriscamos um patamar maior".

Martins alerta, no entanto, que o percentual pode ser ainda menor. "Pode ser que o consumidor compre menos, já que o poder de compra está bem reduzido. Eles devem buscar presentes com menor valor agregado, como peças de vestuário e acessórios, eletroeletrônicos pequenos ou, também, perfumes e flores", cita. "É importante lembrar que estamos considerando o período que começou no dia 1º até 15 de maio", acrescenta o especialista.

O economista aposta, por fim, em valores baixos para os presentes das mamães, em torno de R$ 100 a R$ 230. "A inadimplência está muito elevada e isso elimina as possibilidades de gastos, principalmente os extras", destaca Martins.

Temporários

A Acic também realizou um levantamento que mostra a situação dos empregos temporários durante o período que antecede até o domingo das mães. Conforme a tabela da associação campineira, o setor está contratando mais. Nos shoppings centers da Região Metropolitana de Campinas (RMC), por exemplo, houve 2.972 contratações temporárias, contra 2.935 em 2015, registrando aumento de 1,26%. Já os supermercados absorveram 1,6 mil pessoas (1.580 em 2015, ou seja, mais 1,27%); e o comércio central campineiro contratou 1.398 pessoas - 1,30% a mais do que em 2015, com 1.380 contratações temporárias (ve-ja quadro ao lado com dados completos). Indaiatuba não possui esse levantamento específico, por isso os números de Campinas são usados como base comparativa.


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