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Tamiflu volta às prateleiras dos hospitais

Diferente da situação relatada no mês passado, a falta do medicamento Oseltamivir (Tamiflu), que é indicado a pacientes com H1N1, já foi normalizada. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a cidade recebeu do Governo do Estado, ainda em abril, o total de 10.650 cápsulas de Tamiflu.

"Foram dispensados no mês 7.165 cápsulas do medicamento. Em maio, até o momento, não houve retirada do medicamento", informou a Pasta, por meio de sua assessoria de imprensa. "O Estado está conseguindo suprir as necessidades do município e não houve a necessidade de compra. No momento, temos disponíveis nas Farmácias Unificadas do Cidade Nova e Jardim Morada do Sol, no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc), Hospital Santa Ignês e UPA. São abastecidos semanalmente estes pontos ou de acordo com a necessidade", acrescenta.

De acordo com a assessoria do Haoc, o hospital recebeu as medicações para seus pacientes internados e até o momento não faltou.

Apesar de a situação ter normalizado na cidade, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo alerta os profissionais de saúde e municípios paulistas para a importância de uma prescrição racional e criteriosa do medicamento Tamiflu.

O medicamento, um dos únicos dentro da classe de drogas capazes de atuar contra o vírus influenza, causador de gripes como a H1N1, deve ser prescrito para pacientes que apresentem quadro de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), no geral, ou Síndrome Gripal (SG) dos considerados grupos de risco, como gestantes, idosos, crianças menores de 5 anos, portadores de doenças crônicas e imunodeprimidos, puérperas e população indígena.

A secretaria ressalta que o uso indiscriminado do medicamento, sem a indicação dos critérios recomendados também pelo Ministério da Saúde, pode induzir à resistência viral, ou seja, o vírus influenza se modifica e passa a ser mais resistente aos efeitos do Tamiflu. Além disso, a Pasta afirma que a prescrição sem critérios leva ao desabastecimento acelerado do medicamento nas unidades de saúde, podendo ocasionar que pacientes com a real necessidade de uso fiquem sem a droga, gerando assim um agravamento dos casos.


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