Indaiatuba

Empresa oferece turismo ecológico na cidade

TURISMO

Para os amantes da natureza, Indaiatuba acaba de ganhar uma empresa especializada em passeios ecológicos. Esta modalidade turística vem se tornando uma tendência no País, e se caracteriza pelo contato com ambientes naturais, por meio de atividades que aliam o lazer e o conceito de preservação ambiental.

Segundo os proprietários da Rodapé Turismo & Aventura, Danilo e Edna Sousa, a ideia surgiu da própria experiência do casal, que sempre gostou de viagens que possibilitassem o contato com a natureza. "Chegar até uma cachoeira depois de horas de caminhada, ou a um mirante, é bastante recompensador", revela Danilo. "Nas trilhas, você pode observar espécies da fauna e flora em seu meio natural, além de sempre conhecer pessoas novas, estabelecendo amizades", continua.

Ele afirma que o Brasil é rico em destinos de ecoturismo, ou turismo ecológico, porém, poucas pessoas conhecem, já que as agências preferem oferecer o produto 'praia'. "Hoje são poucas as operadoras que oferecem destinos de ecoturismo, mesmo este sendo o segmento turístico que mais cresce no país", observa o empreendedor.

Danilo conta ainda que o principal objetivo do ecoturismo é proporcionar aos participantes o contato com o meio ambiente, para que vivenciem novas experiências neste sentido. "A proximidade com a natureza ajuda na conscientização da necessidade de se preservar o ecossistema", destaca.

Faixa etária

Questionados sobre o perfil do ecoturista, Danilo diz que são pessoas com elevado grau de instrução, com médio ou alto poder aquisitivo, e idade entre 20 e 40 anos. "Uma pesquisa feita pelo Ministério do Turismo, em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), mostrou que este tipo de público normalmente vive em grandes centros urbanos e busca atividades de relaxamento e contemplação, em contato direto com a vida natural. Eles querem saber mais sobre rios, montanhas, florestas, flores, animais silvestres, assim como culturas e tradições desses locais", aponta.

Sobre restrições em relação à faixa etária dos turistas ecológicos, o empreendedor esclarece que o padrão indica que se tenha a partir de 7 ou 8 anos de idade. "Apesar disso, alguns parques possuem estrutura para receber crianças menores. Se houver saúde e disposição para as atividades, todos podem praticar o ecoturismo", considera Danilo.

Fôlego

Uma trilha pode ser fácil ou mais puxada: isso irá depender do condicionamento físico do ecoturista. "Se considerarmos as trilhas normais, que duram entre duas e quatro horas, a dificuldade pode ser medida pela distância a ser percorrida e pelos obstáculos naturais a serem vencidos. Algumas incluem travessias ou caminhadas no leito dos rios, elevação de altitude etc.; essas dificuldades, uma vez superadas, configuram-se como troféus pessoais", avalia o empreendedor.

"Vale lembrar que, por mais fácil que seja a trilha, o turista estará em um ambiente diferente de sua rotina; logo, o acompanhamento de uma empresa credenciada com guias conhecedores da região é essencial para reduzir as chances de incidentes durante a viagem", alerta.

Para aqueles que no inverno fogem das atividades ao ar livre, Danilo garante que o frio é uma das melhores épocas para se fazer trilhas. "Apesar das baixas temperaturas, principalmente em regiões de serra, a estiagem favorece a visibilidade nos mirantes. A preferência é por trilhas secas ou por esportes de aventura, como tirolesa, arvorismo, cicloturismo e cavalgada, por exemplo".

Básicos

Danilo também chama a atenção para os itens a serem levados na mochila de quem pretende encarar uma trilha na mata. "Entre os objetos que não podem faltar, estão a garrafinha de água, repelente de insetos e protetor solar; se houver previsão de retorno à noitinha, além do lanche (biscoitos, barra de cereal, frutas), é bom levar um agasalho e uma lanterna. Caso a pessoa tome algum medicamento, não pode esquecê-lo", emenda e alerta: "não deixe para trás a sacolinha para trazer o lixo de volta.


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