Indaiatuba

Interceptor do rio Jundiaí está 75% concluído

As obras do interceptor de esgotos, que está sendo construído na margem direita do rio Jundiaí, estão em sua fase final, com 75% concluídas.

A obra chegou ao bairro Tombadouro (estrada velha de Campinas), próxima a Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) São Lourenço, e já está coletando o esgoto dos bairros de Itaici e Jardim Oliveira Camargo, e transportando até a ETE Mário Araldo Candello, localizada no Distrito Industrial Vitória Rossi Martini. Isso permitiu a desativação da ETE localizada em Itaici, e futuramente permitirá a desativação da ETE São Lourenço.

Com previsão de término em 2017, terá 15 quilômetros de extensão. A obra foi dividida em três fases. Na primeira, já finalizada, foram implantados 6,5 km de tubos e investimentos de R$ R$ 13,1 milhões, sendo R$ 3,5 milhões a fundo perdido, proveniente do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro).

As fases 2 (já finalizada) e 3, terão o investimento de R$ 21,1 milhões, sendo R$ 12,8 milhões vindos a fundo perdido do Governo Federal, através do Programa de Apoio ao Crescimento (PAC 2).

Perdas

O Saae receberá R$ 4.345.932,26 do Governo do Estado, por meio do Programa Reágua - de Recuperação de Águas, como prêmio por ter superado as metas do Plano de Implantação e Metas (PIM) para redução de perdas. O valor foi repassado como concessão de estímulo financeiro.

No início do programa, o índice de perdas era de 370 litros por ligações dia (l/lig/dia), a meta estimada foi de 276 l/lig/dia e a atingida foi 268 l/lig/dia ou seja quase 30% de redução, isso representa um volume recuperado de 2.997.089 m³ de água.

Essa redução foi possível graças a medidas como a implantação do Centro de Controle de Operações (CCO), um sistema integrado de monitoramento, com telemetria de nível e vazão (24h on-line) e controle, simulação e tomada de decisão dos processos de abastecimento de água; instalação de pontos de macromedição (vazão e pressão)com transmissão de dados por telemetria via radiofrequência ao CCO, além de pontos nas saídas das ETA's e nas entradas dos Distritos de Medição Controlada (DMC); divisão da rede de distribuição em setores, instalação de Válvulas Redutoras de Pressão (VRP's); substituição de redes antigas; pesquisa de vazamentos não visíveis e substituição dos hidrômetros com mais de cinco anos de uso.

O valor do recurso é proveniente de acordos entre o Banco Mundial e o Governo de São Paulo e são repassados aos municípios a custo zero, mediante comprovação dos resultados propostos. Esse valor será utilizado para dar continuidade as ações de combate às perdas, promovidas pelo Saae.


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