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Meritocracia

Hoje quero opinar sobre uma das perguntas que mais ouço quando discuto o tema "carreira e sucesso" com as pessoas. Por que uns chegam lá e outros não? O que você acha? Por que algumas pessoas têm sucesso no que fazem e outras não?

Entender claramente o que está por trás do sucesso, independente da sua área de atuação, é a base para que qualquer um acredite ou não que também possa fazê-lo. Sem esta clareza, as adversidades vão sempre falar mais alto, com a intenção de nos convencer de que o sucesso é um lugar para poucos e predestinados.

Não tenho preconceito ou rejeição a nenhuma religião. Respeito todas e tenho a minha. Não acredito em acaso. Também não sou contra a sorte. Quando ela me ajuda (raramente), agradeço de joelhos. Mas nunca, nunca mesmo, entreguei o meu futuro profissional ao destino, à sorte ou ao meu Deus. Sei que esta frase é polêmica e pode até incomodar alguns, mas para mim, o futuro das pessoas precisa ser construído pelas pessoas e por ninguém mais. Quando o assunto é carreira, acredito na meritocracia, no resultado do que se faz e em nada mais.

Há 10 anos realizo uma pesquisa com mais de uma centena de líderes empresariais, profissionais liberais e consultores, de todos os setores e tipos de empresas. Esta pesquisa teve como objetivo mapear as competências necessárias para o sucesso profissional. Nela, utilizando a metodologia de entrevista de profundidade, pude ouvir atentamente o que pessoas que chegaram lá nos disseram sobre "o caminho das pedras" e sobre o que alguém precisa ter e/ou desenvolver para atingir posições de destaque no mercado. Nunca ouvi com tanta clareza o caminho para o sucesso ser tratado de forma tão simples, direta e compreensível a qualquer ser humano. Eles foram muito, muito claros sobre esta questão. Não houve um relato sequer que não tivesse o mérito como caminho. Palavras como sorte, destino, acaso ou mão divina praticamente não foram ouvidas. O que se ouvia eram relatos de muito trabalho, dedicação, busca por desenvolvimento de competências e autoconhecimento.

O resumo pode ser dito em uma frase. "No longo prazo, a meritocracia é quem manda". Colhemos o que plantamos.

Você pode estar se lembrando agora de alguns que "subiram" não por mérito, mas por outros meios, até mesmo usando a cabeça de alguém como degrau. E deve estar se perguntando: Como essas pessoas se encaixam nesse raciocínio? Minha resposta, baseada no que vi ao longo da minha carreira, é que no curto prazo estas "coisas" podem até funcionar, mas no médio e longo prazo, não. É pegar ou largar. Pense e decida.

*Marcelo Veras é presidente da Inova Business School e especialista em Gestão de Carreiras


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