Indaiatuba

Cidade tem mais de mil crianças trabalhando

TRABALHO INFANTIL

Amanhã é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil e, por isso, a Secretaria da Família e do Bem Estar Social (Semfabes) promove várias ações durante o mês. O principal objetivo é informar, orientar e conscientizar a sociedade sobre a ilegalidade e os danos dessa prática. Segundo dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no entanto, Indaiatuba possuía 1.124 crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil.

Esses são os números mais recentes sobre o tema. Na época, o município tinha 12.738 crianças entre 10 e 13 anos de idade; desses, 108 estavam na área rural, e 12.630 residentes em área urbana. Deste total, 429 exerciam alguma atividade nos setores de agropecuária, pesca, produção florestal, reparação de veículos automotores e outros; e ainda 66 menores não eram remunerados.

Ainda de acordo com o Censo 2010, as crianças do sexo masculino que tinham entre 10 e 13 anos de idade e que estavam ocupadas correspondiam ao total de 133 pessoas; as do sexo feminino que estavam trabalhando somavam 151. Os dados do IBGE também revelam que 267 crianças desta faixa etária (10 a 13 anos) não frequentavam a escola no município, sendo 168 meninos e 99 meninas.

A assessoria de comunicação da Secretaria Municipal da Família e do Bem Estar Social (Semfabes) afirma que a Pasta não mede esforços a fim de atender ao Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, por meio de um trabalho de mobilização, sensibilização, conscientização e busca ativa dessas crianças e adolescentes. Entretanto, até o momento, destaca que não possui dados atualizados em relação a esse número.

Conforme a Semfabes, hoje há diversas crianças e adolescentes atuando no trabalho informal, como panfletagens, lavoura, lava-jatos, buffets, entre outros. "Não podemos quantificar esses números, pois dependemos dos estudos efetuados pelo Censo do IBGE", esclarece o secretário Luiz Henrique Furlan.

Ações e prevenção

Luan P. tem 17 anos e trabalha em um lava-jato desde os 16. Apesar de não ter registro em carteira e da rotina diária de oito horas de trabalho, o adolescente afirma gostar da atividade. "Eu só seco os carros, não mexo com nenhum produto", conta.

Diferente de boa parte dos trabalhadores dessa faixa etária, depois de deixar o serviço, Luan vai para a escola, que fica no bairro onde reside, no Jardim Morada do Sol. "Agora estou no primeiro ano do Ensino Médio e nunca deixei de estudar para trabalhar", garante o rapaz.


Fonte:


Notícias relevantes: