Indaiatuba

Pagamentos de terceirizados continuam chegando com atraso

Os funcionários de algumas empresas terceirizadas pelo setor público estão amargando tempos difíceis, com salários pagos atrasados, como é o caso dos vigilantes da Esc Fonsecass Eireli e das funcionárias da limpeza de escolas estaduais. Já as porteiras do Sesi Indaiatuba se encontram em situação um pouco pior, pois estão há meses sem ver os pagamentos.

A primeira matéria publicada pela Tribuna foi em meados de abril e divulgava o caso dos vigilantes da Prefeitura, serviço prestado pela empresa Esc Fonsecass. Segundo depoimento de um dos funcionários, o atraso nos salários é prática recorrente. "Desde o início das atividades, após vencer a licitação, a empresa não deposita os vencimentos dos funcionários no quinto dia útil", relatou à época.

Agora, o problema continua, de acordo com os trabalhadores. "Eles deveriam ter depositado o pagamento na última terça-feira, mas só foi pago o vale-transporte. Além disso, eles descontaram dias nos holerites, como se tivéssemos faltado ao trabalho, e isso não aconteceu", conta um deles, indignado. "Novamente nós tentamos falar com a empresa e o sindicato para esclarecer isso, e também solucionar o problema dos atrasos, mas ninguém nos atende", revela.

Assim como das outras vezes, os funcionários da Esc explicam que é muito difícil fazer qualquer manifestação ou greve sem o apoio do sindicato da categoria. "Muitos têm medo até de falar, pois sem o sindicato do nosso lado, é certo que iremos perder a briga", desabafa. O Sindi Viligância, em Campinas, foi procurado, mas nenhuma liderança foi encontrada para prestar esclarecimentos.

A assessoria da Prefeitura, mais uma vez, afirma que os pagamentos à Esc Fonsecass vêm sendo efetuados regularmente e que a empresa já foi notificada para que resolva o problema. Caso a situação não seja regularizada, o poder público considera a possibilidade de rescisão do contrato. Porém, se esta medida for necessária será preciso avaliar com cautela as providências a serem adotadas para que não ocorra nenhuma interrupção que ameace a segurança dos prédios públicos prestada pela empresa.

Estadual

Sobre as funcionárias que fazem a limpeza em escolas estaduais, o problema é com a empresa SC Serviços. A assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado de Educação garante que os repasses foram efetuados normalmente e que o do mês de junho está dentro do prazo. O caso está sendo acompanhado pela Diretoria de Ensino de Capivari, que deverá notificar a empresa se os atrasos continuarem. A Tribuna também fez tentativas de contato com a SC Serviços, mas as chamadas não foram atendidas.

Portarias

As porteiras terceirizadas do Sesi, que realizam os serviços pela empresa Gic-Tec vivenciam o mesmo drama. Simone Ferreira da Costa, ex-funcionária, contou que os atrasos ocorrem há mais de sete meses e nenhuma providência foi tomada. "Cansadas de esperar por uma solução, duas colegas entraram com ação direta na Justiça. Agora, apenas uma permanece no posto, mas, que eu saiba, o salário dela continua atrasado", diz.

Simone trabalhou na Gic-
Tec por três anos e fala ainda que nem foi feita a homologação. A reportagem procurou, então, o jurídico do sindicato da categoria, em Jundiaí, e a advogada Fernanda Sai respondeu que a Simone entrou em contato no final de maio. "Eu a orientei fornecer alguns documentos para que possamos tomar as devidas providências, porém, até o momento não obtive retorno dela. Não podemos tomar qualquer atitude sem uma reclamação formal das trabalhadoras", ressaltou. A diretoria do Sesi foi procurada, porém, até o fechamento desta edição, não houve resposta ao questionamento.

(Adriana Brumer Lourencini)


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