Indaiatuba

Rotary cria Banco de Leite Humano no Haoc

O Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc) vai receber um Banco de Leite Humano (BLH). A iniciativa é do Rotary Club de Indaiatuba em parceria com o Haoc, com o Rotary da Alemanha e a Fundação Rotaria, e irá atender a comunidade gratuitamente. A inauguração deve ser na primeira quinzena de agosto, segundo Pedro Albertini, que integra a Comissão do BLH.

Albertini explica que, antes de implantar o BLH na cidade, foi feita uma pesquisa das necessidades do município. "Este projeto foi aprovado há seis meses e conseguimos o valor de R$ 135 mil, destinado à compra dos equipamentos do Banco de Leite Humano. O Haoc entrou com a estrutura física, RH e o corpo de funcionários necessários para o espaço. A parceria com o Haoc foi muito importante e nossa previsão é de inaugurar na primeira quinzena de agosto", conta. "Hoje teremos uma reunião para marcar a data de inauguração", avisa.

Segundo a pediatra e rotariana Maíra dos Santos de Andrade Araújo, o BLH irá atender a UTI Neonatal. As mães que não produzem leite e têm orientação médica de dar leite materno ao filho serão beneficiadas. "Como pediatra, tenho observado a necessidade de Indaiatuba ter um Banco de Leite Humano. Faço palestras às gestantes e falo da importância de doar o leite materno, mas o lugar mais próximo para fazer esta doação é em Campinas. Além disso, tem a demanda da UTI Neonatal, que sempre precisa, então este Banco irá suprir estas duas carências", avalia.

Prematuros

O Haoc realiza uma média de 160 partos por mês, dotado de uma unidade de terapia intensiva neonatal com dez leitos, onde internam-se os recém-
nascidos de maior gravidade. "Uma das principias causas de internação na UTI neonatal é a prematuridade e baixo peso, condição que determina internações prolongadas. Os prematuros, que devido a sua características de imaturidade intestinal e imunológica, serão melhor alimentados com leite materno imatura processados em banco de leite, e este é um dos grandes desafios da UTI neonatal, conseguir alimentar estes bebês até que consigam o peso mínimo de alta", enfatiza o Dr. Marco Antônio Barroca, diretor administrativo do Haoc. "Hoje, estes prematuros são alimentados com fórmulas lácteas maternizadas, especiais e caras, mas que mesmo assim não superam as vantagens do leite materno, e é exatamente esta população de prematuros internados e pós-alta imediata que é alvo de nosso banco de leite", prossegue. "Mesmo após a alta da UTI neonatal, estes bebês ainda ficam internados por um longo tempo, recebendo o leite materno processado por sonda ou gavagem até que se faça a transição para o seio materno".

Ainda de acordo com Barroca, as doações de leite materno serão destinadas preferencialmente a estes bebês, em condições especiais de tratamento. "Nossos nutricionistas já estão recebendo treinamento e capacitação para operar o setor, processar o leite e administrá-los aos bebês necessitados. O setor de processamento é no próprio setor de cozinha hospitalar, com área reservada própria, já pronta, e uma sala de coleta separada", completa o diretor.


Fonte:


Notícias relevantes: