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Projeto Saúde em Ação faz diagnósticos de Tecnologia da Informação no setor

A RMC concluiu mais uma etapa do projeto Saúde em Ação, financiado com recursos financeiros do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O grupo responsável pela área de Tecnologia da Informação (TI) apresentou, na semana passada, um diagnóstico de dados e informações da situação de cada um dos 20 municípios da RMC no que diz respeito a sistemas, infraestrutura, supor-
te e gestão.

O diagnóstico foi elaborado por meio de formulário e visitas técnicas feitas às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Centros de Saúde que utilizam o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), por meio dos quais foi gerada a base de dados.

Para Ester Viana, o diagnóstico é fundamental para que se possa dar início ao processo de integração das informações, o que será um ganho real na gestão da Saúde da Região. "Este é um projeto piloto que deve ser estendido posteriormente a todo o estado de São Paulo", conclui.

Sistema integrado

Em fevereiro, foi inaugurada a farmácia do Jardim Morada do Sol, a primeira Unidade de Saúde a fazer o teste do sistema de senhas. À ocasião, Graziela Drigo Garcia, assessora da Secretaria Municipal de Saúde, disse que a Prefeitura esperou para que a informatização estivesse totalmente concluída para realizar a inauguração da farmácia.

"O sistema é muito importante para o controle do serviço e dos custos", complementa. Atualmente, Graziela garante que o sistema deu certo, e que o teste tem sido feito com sucesso também na farmácia do Centro. "A ideia é que o sistema funcione em todos os celulares dos coordenadores das Unidades de Saúde".

Ela lembra ainda que, no início, pensou-se que a abertura da farmácia no Morada do Sol iria ocasionar uma divisão nos atendimentos. "Mas não foi isso que aconteceu; o movimento aumentou consideravelmente", revela. "O sistema permite intervenções quase imediatas em caso de demora no atendimento - por exemplo, se um funcionário falta, nós providenciamos a sua substituição; caso um dos guichês apresente problema de operação, podemos identificar e equacionar rapidamente", completa Graziela.

Apesar dos poucos meses em teste, a coordenadora fala que ainda não é possível mensurar as melhorias, como a redução no tempo de espera ou o aumento no percentual de atendidos. "A implantação da tecnologia é recente e, em breve deveremos ter todas essas informações", garante.

Graziela destaca que a maioria das Unidades de Saúde conta com câmeras de monitoramento. "Daqui podemos acompanhar quantos pacientes estão na fila; as faltas ou cancelamentos de usuários ocorridas no dia; agendas e faltas de médicos, entre outros."

Ela diz ainda tratar-se de um sistema de gestão, similar aos desenvolvidos para empresas privadas. "Tivemos a unificação entre as farmácias, com um banco de dados de cadastro único. O monitoramento constante também nos permite a antecipação das demandas e sua imediata solução", reforça.

Sobre a falta de medicamentos básicos, a assessora enfatiza que isso não ocorre. "Temos dificuldades apenas em relação a cinco remédios de alto custo e leites especiais e, como eles são fornecidos pelo Estado, não temos controle. Nós abrimos o processo aqui para evitar que o paciente vá até Campinas, mas ficamos na dependência do governo paulista para enviar o medicamento", examina.


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