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Inverno deste ano deve ser um dos mais intensos

INVERNO

O inverno chegou ontem à noite, às 19h34. Segundo os meteorologistas, este promete ser o mais rigoroso dos últimos anos. A justificativa para o frio intenso, que começou já no início do mês, é a ausência do fenômeno El Niño.

A primeira queda acentuada da temperatura ocorreu no final de abril e, desde então, outros eventos similares vieram, até que no dia 10 de junho, os termômetros despencaram, provocando geadas e neve em várias regiões do País.

O meteorologista da Climatempo, Alexandre Nascimento, aponta que neste ano é esperado um inverno bem mais rigoroso do que o último, devido à ausência do El Niño, e grande parte do Sudeste sofrerá o impacto de algumas ondas de frio (mais do que uma por mês). Essa situação será muito diferente de 2015, quando praticamente não houve inverno, também por causa do El Niño.

"Com a ausência do El Niño e da La Niña, o que se espera é que as temperaturas sejam bastante características da estação no Sudeste", explica Nascimento. "Novas ondas frias, como as ocorridas durante o outono, devem se repetir em julho. Em relação às chuvas, a condição de excesso de umidade, observada no início deste mês, não deve se repetir nos subsequentes, já que nesta época do ano o volume de chuva reduz consideravelmente", complementa.

A média mínima para esta semana ficará em torno dos 16ºC, e a máxima de 23ºC. O meteorologista prevê períodos de chuvas intercaladas com o sol, a partir de hoje até quinta-feira. Já na sexta-feira, o sol aparece entre nuvens e se mantém nessa condição até a segunda-feira, quando pode chover novamente.

Previsão

Em julho, sem bloqueios e sem o El Niño, as frentes frias passarão livremente pelo Brasil, ocasionando temperaturas muito baixas e baixa intensidade de chuvas. Os primeiros dez dias do mês serão de pouco frio, que ficará restrito aos períodos noturnos, madrugadas e inícios de manhãs.

Porém, a partir do dia 11, pode haver geadas no Sul, na Serra da Mantiqueira e na região serrana do Rio. Mais três massas polares avançam durante a segunda quinzena de julho, mas não serão muito fortes.


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