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Fiscalização libera feirantes e depois vê impedimento judicial

FEIRA

A feirante Daniela Zaneti, que possui uma banca de pamonha em feiras livres na cidade, perdeu o direito de atuar no comércio do Centro, aos domingos, por causa de um embargo judicial. Ela conta que a Fiscalização da Prefeitura chegou a permitir que ela ocupasse o ponto vago, porém, logo em seguida, voltou atrás.

"O [fiscal] Zé Carlos chamou a gente lá e nos deu a vaga", conta Daniela. "Então, começamos a trabalhar no dia 5 de junho; porém, já no dia 10, ele nos avisou que não poderíamos continuar, devido a um processo judiciário", completa.

A comerciante disse ainda que o dono da barraca que ocupava a vaga anteriormente não está trabalhando há cerca de dois anos, e desde então, o ponto está vago. "Acho que ele não volta mais porque já tem bastante tempo que deixou o trabalho como feirante", opina Daniela.

José Carlos de Melo, do Departamento de Fiscalização de Taxas e Posturas, a quem a feirante se refere, explica que o comerciante que utilizava a vaga não deu baixa na concessão. "Logo depois de ser cedida a vaga à Daniela Zaneti, houve a constatação de ausência da baixa do feirante anterior; mesmo que ele não utilize mais o local, há o processo administrativo em andamento. Portanto, tivemos que cancelar o espaço na feira de domingo para a comerciante, que permanece, entretanto, com os demais dias liberados", esclarece José Carlos.

O responsável pela fiscalização fala ainda que não há previsão para conclusão do processo judicial e, por isso, a vaga do domingo na feira do Centro não pode ser ocupada por nenhum feirante.

Fim de feira

Na primeira quinzena de março, a Tribuna divulgou a chateação dos feirantes que atuavam na feira livre do Jardim Pau Preto, devido ao anúncio de seu encerramento. Em 2016, o comércio de rua já durava 60 anos.

A notícia foi dada naquele início de mês, por José Carlos de Melo. "Fomos chamados para a reunião para nos informarem de que a feira do Jardim Pau Preto irá acabar e que vão abrir a feira no Campo Bonito", contou, à ocasião, o feirante Paulo Português. Ele disse ainda que atuava no bairro há 12 anos e o movimento era muito bom.

Os feirantes comentaram na época acreditar que o fim da feira do Jardim Pau Preto era por causa de um morador, que implicava com o movimento do comércio em frente à sua propriedade. "Ouvi dizer que tem uma pessoa reclamando da feira - parece que ele é o dono da casa, mas não mora aqui. Nunca vi moradores quererem retirar uma feira tradicional como esta", lamentou Português.

Mesmo contra a vontade dos comerciantes, a feira do bairro chegou ao fim. Localizada na Rua Voluntário João dos Santos, a feira contava com apenas seis ou sete bancas nos últimos tempos. De acordo com a feirante Magali Leite, que atuou ali por mais de dez anos, eles já esperavam pelo fim do comércio no local. "As pessoas que frequentavam lá eram moradoras das ruas próximas; quem mora nos predinhos vai em supermercados", conclui.


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