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Valores de serviços dos Correios aumentam 10,7%

AUMENTO

O envio de correspondências e remessas pelos Correios vai custar mais caro. O Ministério da Fazenda liberou, na última segunda-feira, o reajuste nas tarifas dos serviços postais e telegráficos, nacionais e internacionais, oferecidos pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

Antes de entrar em vigor, a medida aguarda uma portaria do Ministério da Ciência, Tecnologia Inovações e Comunicações.

O reajuste médio será de 10,7% para os serviços postais de monopólio dos Correios. A medida foi necessária para que fossem atualizadas as tarifas em relação à inflação acumulada no último ano.

Entre as mudanças nos valores, está o primeiro porte da carta não comercial, por exemplo, que terá seu valor corrigido de R$ 1,05 para R$ 1,15. No caso do telegrama nacional redigido pela internet, a nova tarifa é de R$ 7,07 por página - antes, a tarifa vigente era de R$ 6,39. O preço da Carta Social, destinada aos beneficiários do programa Bolsa Família, permanece inalterado em R$ 0,01.

Em nota, a assessoria dos Correios afirma que os serviços da empresa são reajustados anualmente com base na recomposição dos custos repassados à estatal, com o aumento dos preços dos combustíveis, contratos de aluguel, transportes, vigilância, limpeza e salários dos empregados. As novas tarifas não se aplicam ao segmento de encomendas e marketing direto.

As tarifas são atualizadas com base no Índice de Serviços Postais (ISP), indicador aplicado aos serviços operados no regime de monopólio pelos Correios. Ele é formado a partir de uma cesta de índices (INPC, IPCA, IPCA Saúde, IPCA Transportes e IGP-M), ponderada pela participação dos grupos de despesas da empresa.

Pleito antigo

Desde abril os Correios aguardavam pelo reajuste, já que tem enfrentado dificuldades para honrar salários e benefícios dos funcionários. Apesar do aumento de 8,89% concedido em dezembro do ano passado, a defasagem para a estatal foi de aproximadamente R$ 350 milhões em 2015.


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