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Funcionários de hospitais podem entrar em greve na terça-feira

POSSÍVEL GREVE

Trabalhadores do Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc) e do Hospital Santa Ignês podem entrar em greve na terça-feira. A razão é a campanha salarial 2016/2017, que pede reajuste de 9,82%, pelo menos.

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Campinas e Região (Sindaúde) espera repor a inflação do período de junho de 2015 a junho deste ano e afirma que as propostas patronais foram inferiores ao pedido.

Na segunda-feira, haverá assembleia em ambos os hospitais para os trabalhadores decidirem pela paralisação ou não. "É dever de todos participar para que o sindicato tenha forças de lutar e reverter este quadro", destaca o presidente da Subsede do Sinsaúde em Itu, Waldir de Marchi, lembrando que os trabalhadores não podem deixar que outros decidam pelo seu futuro profissional. "É você quem deve decidir, junto com seus colegas de trabalho, as formas de ações a serem empreendidas para que o hospital reponha a inflação", completa o diretor regional do Sinsaúde, Carlos Cairos.

A presidente do Sinsaúde, Leide Mengatti, lembra que a palavra final está nas mãos dos funcionários. "Tudo é feito em conjunto com os trabalhadores", afirma.

A campanha vale para 66 cargos. No total, o Haoc possui 840 trabalhadores que se encaixam na campanha e o Santa Ignês possui 150 funcionários.

Propostas

O Hospital Augusto de Oliveira Camargo, via assessoria de imprensa, afirma que ante todo o histórico da unidade e as negociações ocorridas nos anos anteriores, a diretoria ainda não entende a ameaça de greve como real.

De qualquer forma, caso ocorra, há amparo legal dos dispositivos para assegurar aos pacientes e população a continuidade do atendimento. "Nossa instituição tem um histórico de muitos anos sem impasse ou ameaças reais de greve, bem como a relação de nossa instituição com o sindicato tem sido reiteradamente de cordialidade e serenidade, com acordo de reajustes e condições mais favoráveis que o sindicato patronal estadual, com reajustes acima da inflação", ressaltou a assessora em nome da diretoria do hospital. "Foi feita uma proposta do sindicato de reajuste e 9,82% em dois momentos dentro do ano corrente; devido às dificuldades evidentes que o País passa, instabilidade política, mudança de gestores, ministros e ainda o momento eleitoral, nosso hospital fez a contraproposta do mesmo índice, porém divididos em três momentos, sendo dois deste ano, e um resíduo para fevereiro do ano vindouro", prossegue. "A negociação com sindicato patronal já fechou acordo de reajuste de 8% em duas parcelas dentro do ano corrente, proposta que o sindicato dos empregados já fechou com o sindicato patronal".

Por fim, a unidade enfatiza que "o mais importante não é ganhar, e sim ganhar e receber em dia, e este é o histórico do hospital".

Os mesmos questionamentos foram enviados à administração do Hospital Santa Ignês, no sentido de saber se foi feita alguma contraproposta aos profissionais e como serão adequados os atendimentos em caso de paralisação, mas até o fechamento desta edição, não havia sido enviado nenhum retorno à Reportagem. Também foi feito contato telefônico, mas sem êxito.


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