Indaiatuba

Cidade teve 20 casos de estupro em cinco meses

A Delegacia da Mulher de Indaiatuba também contabilizou o número de estupros contra mulher na cidade: até maio deste ano, a DDM teve 20 casos, sendo que apenas um desses é de estupro contra mulher. A maioria dos casos é contra vulneráveis, que só neste ano foram 19.

Durante 2015, a cidade teve 50 casos de estupro geral e, em 2014, foram 40, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP).

Em todo o Estado de São Paulo, até abril deste ano, foram 687 casos. Em 2015, o Estado registrou 2.087 estupros, e 2.292 em 2014.

"A Lei para estupro não mudou e, então, isso não muda muito infelizmente. Em Indaiatuba, temos poucos casos de abuso sexual na rua, neste ano só prendemos um homem", resume a delegada. "É muito difícil prender os agressores nesses casos, mas graças ao uso das câmaras da Guarda Civil, fizemos uma investigação e prendemos".

A imensa maioria das agressões do município, de acordo com Fernanda, é de estupro dentro de casa, contra vulnerável, praticado contra criança e menor de 14 anos, geralmente praticado pelo pai, padrasto, avô. "Eles não usam arma de fogo e, muitas vezes, não tem a penetração", aponta. "Depois de denunciado, seguimos as investigações, mas nesses casos é mais complicado, porque, muitas vezes, o homem que pratica não deixa vestígio, não é uma coisa que o laudo vai apontar, pois, às vezes, ele passou só a mão, não chegou a causar lesão. Mesmo assim, pedimos exame de corpo de delito, ouvimos a testemunha e ambas as partes", relata.

Pesquisa

Segundo uma pesquisa realizada no Hospital da Mulher Professor Doutor José Aristodemo Pinotti (Caism) da Unicamp, que avaliou o perfil da agressão de 687 mulheres vítimas de violência sexual atendidas entre os anos de 2006 e 2010, a agressão ocorreu principalmente no período noturno, entre 18h e 7h da manhã, na rua, no percurso do trabalho ou escola, por um único agressor desconhecido e com intimidação por força física ou porte velado de faca ou arma de fogo.

Segundo depoimento dasvítimas, a violência sexual deu-se por meio de coito vaginal. Um quarto das mulheres era virgem até a ocorrência da violência sexual, 16,2% apresentavam antecedente pessoal, e 9,6% antecedente familiar de violência sexual. Ainda pela pesquisa, mais da metade das mulheres realizou Boletim de Ocorrência e contou a alguém sobre a violência. A pesquisa foi conduzida pela médica psiquiatra Cláudia de Oliveira Facuri.


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