Indaiatuba

Biodiesel dá alternativa de uso para óleo de cozinha

MEIO AMBIENTE

Durante muitos anos a preocupação com o meio ambiente não fazia parte do dia a dia do cidadão. O lixo não era separado, materiais não eram reciclados, fábricas emitiam uma enorme quantidade de poluentes na atmosfera em ter nenhum controle, um exacerbado corte de árvores sem a preocupação com o replantio e o uso da água de forma inapropriada. Talvez esses sejam alguns exemplos em que a humanidade tenha percebido a agressão ao meio ambiente. Depois da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, realizada em 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Mundial do Meio Ambiente e começou-se um estudo para tentar reverter todos esses danos causados ao planeta Terra. Essa será a nossa última reportagem especial sobre o Meio Ambiente. 

Criado em outubro de 2006, uma parceria da Prefeitura Municipal de Indaiatuba e a Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp (Feagri) da Unicamp, o programa Novo Biodiesel Urbano busca aproveitar o óleo de fritura utilizados e que normalmente são descartados em pias de cozinhas e ralos e transformá-lo em biodiesel. Atualmente, Indaiatuba é a única cidade da Região Metropolitana de Campinas a produzir biodiesel.

O coordenador do projeto, Lutero Lima Junior, conta que o apoio da população é fundamental para que o projeto continue a funcionar. “O apoio da população é essencial, porque tem que fazer a parte dela, separar o óleo e não descartar de forma incorreta, e também cabe à administração fazer a parte dela, dando a destinação correta aos resíduos e é responsável pela transformação do óleo em biodiesel".

Lutero lembra que a população pode deixar o óleo de cozinha utilizado dentro de uma garrafa pet e levar até os Ecopontos da cidade. “Temos 33 Ecopontos que estão aptos para coletar não só o óleo, mas todos os recicláveis. A melhor forma que encontramos para o armazenamento do óleo foi por meio da garrafa pet. Porque depois que a gente recebe esse material, também vamos reciclar essa garrafa que é levada para o centro de triagem localizado dentro do aterro sanitário de Indaiatuba”.

Para se ter uma ideia, cada litro de óleo saturado polui um milhão de litros de água e o acúmulo de óleo nos encanamentos pode causar entupimentos, refluxo de esgoto e até rompimentos nas redes de coleta. “Além disso, gera o acúmulo e proliferação de ratos e baratas na caixa de esgoto da residência da pessoa”, ressalta Lutero.

Malefícios do óleo

O coordenador do programa explica que esse óleo vai descer na rede e vai até a estação de tratamento. “Lá ele vai criar uma película por cima da área, pois óleo não se mistura com a água e como ele é mais leve, acaba ficando por cima e forma uma espécie de barreira, fato que impede a entrada de oxigênio na água”, explica.

De acordo com Lutero, a estação de tratamento de esgoto de Indaiatuba é biológica, portanto utiliza-se de bactérias e micro-organismos vivos para auxiliar na limpeza e tratamento da água. “Quando não existe oxigenação, essas bactérias morrem e não acontece o processo de tratamento, então a melhor forma é evitar que o óleo chegue até a estação de tratamento. Agora, se o óleo for direto para o rio, também será criada a mesma película, ocorrerá o bloqueio da entrada do oxigênio e provocará a mortandade de peixes”.


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