Indaiatuba

Pintor é condenado a 14 anos de prisão

CRIME

Em sessão do Tribunal do Júri ocorrida na quinta-feira, o pintor de paredes Adriano Oliveira Viana, de 25 anos, foi condenado à pena de 14 anos de prisão, em regime fechado, pelo assassinato do azulejista e amigo, Anderson Santana, na época com 32 anos, que levou dois tiros na cabeça e morreu no próprio carro.

O crime, considerado pela Polícia Civil como passional, aconteceu quando a vítima dirigia ao trabalho. A própria mulher havia confessado ao companheiro, na véspera do crime, que mantinha um relacionamento amoroso com seu melhor amigo, Anderson, motivo principal que elevou a ira do pintor, ao ponto de arquitetar um plano para matar o azulejista.

Na manhã do dia 5 de novembro de 2014, uma quarta-feira, no momento em que a vítima dirigia-se ao trabalho, levando como passageiro seu sobrinho de 17 anos, ao passar por uma lombada na Rua Tomiji Nomura, na Chácaras Areal, teve o carro de passeio interceptado pela motocicleta pilotada pelo pintor Adriano Oliveira Viana, o qual sacou de um revólver que carregava na cintura e proferiu dois disparos à curta distância contra a cabeça do azulejista. Um dos disparos atingiu de raspão o braço do sobrinho que o acompanhava ao trabalho, razão pela qual o acusado também responderá pela lesão corporal.

Graças ao trabalho feito por policiais do Setor de Investigação Geral (SIG), cerca de quatro horas após o homicídio, o autor foi preso ainda na situação de flagrante, o qual acabou confessando haver tirado a vida de Santana porque ele supostamente estaria saindo com sua ex-mulher. O Centro de Operações, Atendimento e Despacho (Coade) da Guarda Municipal teve importante participação, pelas imagens captadas no local do crime, para a identificação da motocicleta Honda CG 150 Titan, vermelha, pilotada pelo pintor, a qual estava seguindo à distância o Gol CL dirigido por Anderson, esperando pelo melhor momento para agir e colocar seu plano homicida em vigor, o que acabou se concretizando por volta das 7h40 da manhã do dia 5 de novembro daquele ano.

Denunciado pelo Ministério Público, na mesma época do crime, por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e motivo que impossibilitou a defesa da vítima, seu defensor, o criminalista Fernando Blanc, durante o transcorrer do júri popular, tentou convencer o Conselho de Sentença, composto por cinco homens e duas mulheres, a descaracterização de uma das qualificadoras, o que daria ao réu uma pena mais leve, mas que não aconteceu.

Desta forma por maioria de votos o Conselho de Sentença acatou a integridade da denúncia inicial, condenando-o a 12 anos de prisão. No entanto a juíza presidente do Tribunal do Júri, Daniela Faria Romano, acrescentou mais 1/6 da punição inicial, levando-se em conta a lesão corporal contra o adolescente de 17 anos, atingido por um tiro de raspão, fixando-a definitivamente em 14 anos de prisão, em regime fechado, negando-lhe o direito de apelar em liberdade.

Por volta das 19 horas de quinta-feira, escoltado pela Polícia Militar, o pintor Adriano Oliveira Viana, retornou ao presídio de origem, para dar cumprimento à pena imposta pela Justiça da Comarca. Segundo seu advogado, Fernando Blanc, que já recorreu da decisão do Tribunal do Júri, baseando-se que houve a desproporção no aumento da pena inicial de 12 anos, acrescidos mais 1/6 pela lesão corporal durante a execução do crime. Disse também o criminalista que seu cliente encontra-se preso há cerca de um ano e sete meses.


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