Indaiatuba

Etanol é mais vantajoso que gasolina na cidade

COMBUSTÍVEL

Abastecer com etanol é financeiramente mais vantajoso que a gasolina em Indaiatuba. A prova pode ser conferida no site www.precodoscombustiveis.com.br, que mostra as médias de preços mais baixos, mais altos e intermediários dos combustíveis nos postos do município.

Divididos por tipo, estados e cidades, a lista informa os valores atualizados nas bombas, fornecidos pela ANP, por meio do Levantamento de Preços e de Margens de Comercialização de Combustíveis, com o objetivo de informar aos cidadãos os custos praticados pelos agentes econômicos. Para a ANP, essa transparência oferece ao consumidor a possibilidade da livre escolha pelo melhor preço.

Com um cálculo simples, onde se multiplica o valor da gasolina por 0,7 (pois o etanol tem apenas 70% do rendimento do outro combustível), é possível confirmar a vantagem do etanol. Se o valor encontrado nessa conta for maior que o preço do etanol, é porque a gasolina está em desvantagem. Caso contrário,compensa abastecer com ela.

A média de preço da gasolina em Indaiatuba foi de R$ 3,60, enquanto o do álcool foi de R$ 2,40. Fazendo o cálculo, encontra-se o valor de R$ 2,52, valor bem acima do praticado para o etanol, ou seja, ele tem vantagem sobre a gasolina.

Ainda assim, o pessoal dos postos de combustíveis garante que os preços caíram. "O último aumento da gasolina foi há uns três meses, e agora está R$ 3,59/litro (L); já o álcool subiu R$ 0,20 e foi para R$ 2,99/L, enquanto o diesel está em R$ 2,99/L", detalha o frentista Victor Lopes Cruz, que atua em um posto na região central. O frentista do outro estabelecimento, Ismael Pereira Quintino, também diz que o valor caiu, e comenta que o preço da gasolina chegou a R$ 3,76/L, e agora está em R$ 3,58/L. "O álcool está R$ 2,38/L e o diesel, R$ 2,99/L (o S10 está R$ 3,15)", complementa.

A média de preço da gasolina na cidade está em R$ 3,60/L; o álcool gira em torno de R$ 2,40/L; e o diesel foi o que mais teve variações, sendo que o mais em conta custa R$ 2,37/L; e o mais caro chega a R$ 3,05/L. "Mesmo com a pequena retração os preços, ainda acho que o combustível é caro", critica Ismael. "Ainda que eu ando só por aqui, mas quem precisa viajar todo os dias para trabalhar tem de ganhar bem, caso contrário, não aguenta", opina o frentista.

Ismael também chama a atenção para a diferença muito grande tanto de combustível como dos preços. "Um posto bandeirado jamais poderá chegar no patamar de um que não tem certificação de qualidade. Está vendo aquele banner (de olho no combustível) - fala Ismael, apontando para a frente do posto - só quem está dentro das normas pode ter. Os produtos que utilizamos aqui também são todos de marcas credenciadas", reforça.

Pesquisa

Por causa da crise, diversos itens de consumo essencial dos brasileiros vêm apresentando altas consideráveis. Apesar da média dos custos no mercado, os consumidores habituados a fazer pesquisa percebem diferenças gritantes entre um estabelecimento e outro. Com os combustíveis não é diferente, já que desde 2002, vigora a lei que confere liberdade de preços na cadeia produtiva e de comercialização.

Um fato curioso observado entre pessoas tem revelado que boa parte delas não sabe quanto paga pelo combustível. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o mercado é livre e, portanto, o preço também. "Aqui, a maioria verifica os preços antes de abastecer", afirma Victor. Já o funcionário de um posto próximo, revela que metade dos consumidores não presta atenção na tabela de preços. "Posso te dizer que é meio a meio; tem gente que sempre pergunta antes de pedir para completar", conta Ismael.

De acordo com a Lei 9.478/1997, que depois foi alterada pela Lei 9.990/2000, existe o regime de liberdade na prática dos preços dos combustíveis, que abrangem gasolina comum, álcool etílico hidratado combustível (AEHC) ou etanol hidratado combustível; óleo diesel não aditivado, gás natural veicular e gás liquefeito de petróleo (GLP). Não há qualquer tipo de tabelamento ou valores máximos e mínimos estabelecidos, tampouco a participação do governo na formação dos preços. Os reajustes também não necessitam de autorização para que sejam aplicados. O acompanhamento dos preços é feito pela ANP por meio do Levantamento de Preços e de Margens de Comercialização de Combustíveis.


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