Indaiatuba

Lâmpada incandescente sai do mercado

ECONOMIA

As lâmpadas incandescentes se despedem do mercado nacional no dia 30 de junho. Por mais de cem anos, elas iluminaram lares, empresas e cidades; porém, desde 2012, as lâmpadas amarelas vêm sendo retiradas de circulação progressivamente e, depois de amanhã, as últimas a saírem serão as remanescentes, com potência abaixo de 40 watts (W).

A retirada das incandescentes obedece ao cronograma de dezembro de 2010, elaborado pela Portaria Interministerial 1.007, dos Ministérios de Minas e Energia; da Ciência, Tecnologia e Inovação; e de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. "Mesmo antes da extinção das incandescentes, os clientes já se habituaram e estão gostando das lâmpadas mais modernas, que começaram com as fluorescentes; em seguida, vieram as de led", aponta Francisco Xavier de Paula Nogueira, comerciante do ramo.

Apesar do baixo custo da lâmpada incandescente, ela consome muito mais energia, pois, produz mais calor; ilumina menos e queima com frequência, além de impactar de forma negativa no meio ambiente, explica Francisco. "A expectativa de vida da lâmpada incandescente é de aproximadamente mil horas, um desempenho cinco vezes inferior ao da fluorescente, que rende até cinco ou seis mil horas; e 25 vezes menos do que as lâmpadas led, que podem durar entre 25 e 30 mil horas", destaca o lojista.

Francisco revela ainda que as incandescentes não vão deixar o cenário de uma vez. "A saída será gradativa, pois ainda temos alguns modelos de lâmpadas para decoração, que devem ser substituídas também", complementa.

Alívio para o bolso

O comerciante alerta para a qualidade das instalações elétricas no imóvel, que irão interferir na durabilidade das lâmpadas. "Na verdade, o bom desempenho de todas as lâmpadas depende do nível da tensão e condições da fiação no local. Oscilações, com picos de energia, assim como material inferior ou comprometido normalmente levam a danos no produto", completa. De acordo com o lojista, a procura pelas lâmpadas de led tem aumentado consideravelmente. "É o reflexo da preocupação com o custo de energia. Mesmo tendo um preço um pouco maior, as leds promovem uma redução considerável na conta de luz. Porém, este cenário deve mudar de agora em diante, pois a quantidade maior de fabricantes e modelos tornará os itens mais acessíveis", finaliza Francisco.

Tecnologia avançada

Criada por Joseph Swan, físico-químico britânico, e aperfeiçoada em 1897 pelo inventor norte-americano Thomas Edson, as lâmpadas incandescentes se despediram da União Europeia há quatro anos. Mais tarde, no século 20, foram desenvolvidos modelos mais evoluídos, de grande potência, porém, não aplicáveis em ambientes domésticos.

Com a vinda do led (do inglês light-emitting diode: diodo emissor de luz) em 1990, a extinção das incandescentes se consolidou. A nova tecnologia trouxe mudanças na iluminação em todo o mundo, com menor consumo de energia e maior durabilidade - a mesma luminosidade de uma incandescente pode ser produzida utilizando-se apenas 10% da potência de uma led - o que representa um índice de eficácia sem precedentes.


Fonte:


Notícias relevantes: