Indaiatuba

Construtoras estão otimistas com as novas condições

As construtoras estão otimistas com a notícia e a possível mudança no setor, que pode melhorar com novos capítulos políticos e econômicos.

A diretora-presidente da Congesa, Adriana Mazzoni, vê como positiva a decisão da CEF, tendo em vista a oferta de maiores possibilidades a um público diferente. "A notícia foi bem recebida pelo setor, que prevê mudanças pela frente, com tendências de crescimento", analisa.

Ela complementa dizendo que nenhuma instituição bancária oferece hoje taxas de juros tão acessíveis, especialmente para imóveis de baixa renda. "Por isso, acredito que a Caixa está apostando na retomada do mercado. Certamente os outros bancos irão repensar suas linhas de crédito imobiliário, afinal, trata-se de uma modalidade que fideliza clientes por muitos anos", completa Adriana.

A empresária fala ainda que hoje não tem na cidade imóveis no valor de R$ 3 milhões; porém, a regra do banco vale para aquisições até este preço. "Há vários imóveis acima de R$ 1,5 milhão em Indaiatuba, sendo que antes estávamos limitados a R$ 750 mil - o que é motivo para otimismo. A economia como um todo já vislumbra novas perspectivas, principalmente a-
pós a definição do processo de impeachment da presidente, que deve ocorrer em agosto", avalia Adriana.

Ela acrescenta que o mercado da construção civil é o que mais gera empregos em todas as áreas. "Nós contratamos desde o auxiliar de obras até o engenheiro ou comprador, além de possuirmos extensa rede de fornecedores de insumos. Fomos os primeiros a sofrer com a crise, porém, o pior já passou e na retomada dos negócios seremos primeiramente beneficiados", argumenta.

Adriana destaca também que não há tendência de queda de preços dos imóveis. "Para quem pensa em comprar um imóvel, a hora é agora, pois, não tem havido queda no custo dos insumos como cimento, tijolos etc.", pondera.

Marcelo Fogaça, diretor executivo da Jacitara, informa que imóveis de alto padrão não correspondem ao foco da construtora, que atua no mercado popular, com valores até R$ 600 mil. "Porém, as mudanças nas regras para aquisição de imóveis usados poderão nos favorecer indiretamente, já que ampliam a oferta de crédito", salienta.

Contudo, Fogaça afirma que haveria impacto real no setor imobiliário se a taxa de juros baixasse. "Acredito que este ano teremos uma redução na taxa, não muito expressiva; a partir disso podemos considerar como uma melhora efetiva nos negócios imobiliários", analisa.


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