Indaiatuba

Fernando Grosso também é investigado por fraudes

INVESTIGAÇÃO

Por meio da Procuradoria-Geral de Justiça, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) também abriu ação penal pública incondicionada contra o promotor de Justiça Fernando Góes Grosso.

Em continuidade ao processo que investiga fraudes em licitações e que levou à cadeia o prefeito Reinaldo Nogueira (PMDB), seu pai, Leonício Lopes Cruz e outros quatro empresários, essa ação aponta nova organização criminosa.

Além do promotor, que está afastado desde outubro, quando uma operação do MP cumpriu mandados na cidade por conta da investigação de desapropriações fraudulentas, é citado na denúncia seu companheiro, Sergio Luís Gonçalves, e Josué Eraldo da Silva, que está preso pela apuração de fraudes.

Grosso atuava na Promotoria de Meio Ambiente e Habitação do município e, segundo consta nos documentos do MP, se associou aos outros. Ele teria aceitado promessa de vantagem indevida feita por Josué. Entre junho de 2013 e março de 2014, o trio “ocultou e dissimulou a origem, a localização e a propriedade de valores provenientes diretamente do crime de corrupção passiva, com o deliberado propósito de reinseri-los no sistema econômico e financeiro com aparência de licitude”.

Para colocar de forma “legal” os valores negociados no mercado, Josué e Grosso se aproveitaram do negócio do companheiro do promotor, que vende obras de arte. Josué, então, comprava as obras de arte de Gonçalves em troca de “favores” do promotor.

Em um dos casos, o empresário pagou R$ 240 mil para o promotor para que ele deixasse de denunciá-lo em um esquema irregular de desapropriação.


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