Indaiatuba

Projeto solidário faz entrega de 30 óculos na cidade

SOLIDARIEDADE

Um projeto piloto idealizado em parceria com a Associação das Comunidades Afro-Brasileiras e de Cultura Popular de Indaiatuba (Acoucai); a Coliseu Vigilância, de Itapevi; a SR Fábrica de Óculos e o Instituto Filadélfia de São Paulo possibilitou uma melhoria na qualidade de vida para 30 pessoas que foram presenteadas com uma avaliação oftalmológica e um óculos de grau - lente e armação.

De acordo com um dos membros da Acoucai, Leandro Barbieri, a iniciativa começou por intermédio do projeto Rasteira nas Drogas, que intercedeu na apresentação do proprietário da Coliseu Segurança e também da gerente comercial da SR Fábrica de Óculos. "Nós estamos acostumados a fazer projetos solidários em outras cidades, e queríamos começar esse de ajudar as pessoas na parte oftalmológica. Foi então que conhecemos o Leandro, já sabíamos dos projetos solidários que ele faz há mais de três anos na cidade de Indaiatuba e o procuramos", conta Adriano Mendes, proprietário da Coliseu Vigilância.

Segundo Adriano, tudo só foi possível por conta do Instituto Filadélfia, de São Paulo. "A Janaína Almeida (optometrista e gerente da loja SR Fábrica de Óculos) comunicou a gente se podia fazer um projeto com funcionários ou se tínhamos pessoas carentes para indicar e foi então que pensei no Leandro, em Indaiatuba, e demos sequência ao projeto".

Seleção

A Acoucai conseguiu reunir rapidamente 30 pessoas residentes na cidade e que precisavam desse auxílio. Com a ajuda da Prefeitura Municipal para o transporte, os moradores foram fazer o exame de vista no Instituto Filadélfia no dia 18 de junho. "Fomos muito bem recebidos, os médicos são excelentes. Eu não sabia exatamente o problema de vi-são que eu tinha, mas tinha que forçar bastante para poder enxergar", conta Everaldo Lúcio de Oliveira, auxiliar administrativo. "A partir dessa chance no projeto, fui avaliado e os médicos viram que eu tinha que usar óculos".

Everaldo conta ainda que se não tivesse participado do projeto, provavelmente iria continuar com seu problema na visão. "Hoje o meu salário é mais para alimentação, moradia. Então, não teria condições mesmo", completa. 

O caso de Vera Lúcia Favato Okasaki, de 65 anos, vai além. No começo do ano, ela foi consultada por um oftalmologista do SUS e, na avaliação, constatou-se uma catarata avançada, que poderia deixá-la rapidamente sem a visão. Com isso, Vera ficou bastante aflita e sem saber o que fazer. "Foi quando o Le-andro comentou do projeto e eu resolvi participar", lembra Vera Lúcia. 

Quando ela chegou para ser consultada no Instituto Filadélfia, conseguiu uma nova esperança. "Fizeram a minha avaliação e constataram uma catarata bem pequena e que ainda não havia a necessidade de operação. Fiquei muito feliz e aliviada", revela. 

A aposentada gasta em média R$ 150 a R$ 200 com remédios e explica que o dinheiro que recebe na aposentadoria nem sempre consegue suprir as necessidades básicas. "Paga-se conta de água e luz, que está um absurdo total, e a gente tem que sobreviver", analisa, dizendo que tem dificuldade para longe, perto e médio, são três problemas na vista. "Eu preciso de uma lente trifocal, então tive que participar do projeto, porque, se fosse comprar tudo isso, não ia dar". Da última vez que ela tinha feito um óculos, em 2014, o valor da armação e lente era, pelo menos, cinco vezes menor.


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