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Verduras e legumes já estão mais baratos

MERCADO

Os preços de legumes e verduras, além dos cortes de carne bovina, tiveram queda de preços. Em contrapartida, o queijo e o leite se tornaram os vilões da vez, com alta de 30%, perdendo somente para a farinha de milho, que teve reajuste de 45%.

Apesar da feira estar mais em conta, para muitos consumidores, as diferenças são mínimas e eles continuam tendo que pesquisar e estabelecer prioridades antes de colocar os itens no carrinho.

Influenciados pela ampliação de áreas de produtividade, desde maio, produtos como a batata e o tomate, além das hortaliças, tiveram ligeiras quedas nos preços. Porém, de acordo com especialistas do setor, o tomate, por exemplo, tem sua maturação interrompida em dias mais frios, o que pode influenciar na oferta. A redução no custo do produto chegou a 40%. "Com o aumento das temperaturas, o preço baixou um pouco, já que a oferta melhorou", explica o gerente de um supermercado no bairro Cidade Nova.

A batata, por sua vez, teve o preço reduzido por conta do início da colheita em maio nas áreas produtoras. Após várias interferências na safra passada, que elevaram o preço do produto, agora a batata está com oferta maior.

Mesmo com este cenário, vários consumidores afirmam não terem percebido muita melhora no custo dos alimentos. "Não tive essa impressão; ao contrário, percebo que tudo tem aumentado", garante o empresário Caio Generoso. "Os preços são muito dinâmicos - em uma semana caem, e na seguinte, sobem novamente. Eles teriam que aumentar conforme a inflação, mas não podem, pois isso faria cair o consumo", avalia.

Maria Aparecida Semensin pensa da mesma forma. "Já deixei de levar alguns itens do mercado, como tomate e alho, por causa dos preços altos; e, para fugir um pouco da crise, busco os produtos direto no sítio", revela.

Já a aposentada Dirce Mendes, do Jardim do Sol, diz que prioriza a qualidade dos produtos. "Gosto de comprar aqui no mercado do bairro porque os produtos são todos frescos; não adianta pagar mais barato por um produto murcho ou vencido", assevera.

Carne bovina

Os cortes de carne bovina também têm apresentado queda nos preços. Neste ano, as variações estão estáveis, entretanto, não acompanham a inflação, que ainda é maior. "Em um mês, tivemos a variação positiva de 0,03%, o que consideramos estável. Mas, há muita dificuldade para o varejo repassar os aumentos, devido à alta da inflação", esclarece Isabella Camargo, da Scot Consultoria, que realiza cotações semanais no varejo e frigoríficos de São Paulo.

"Nos últimos dias, a redução nos custos foi de 0,43%. Os cortes traseiros, desde o início do ano, tiveram aumento de 0,8%; e os traseiros apresentaram redução de 3,6%. Em relação ao mesmo período de 2015, a média de aumento foi de 8,6%", detalha Isabella.

O proprietário de açougue Bruno de Oliveira de Peder conta que os preços menores atraíram a clientela, porém, as pessoas continuam comprando menos. "As baixas foram de 15% aproximadamente, mas é relativo, porque às vezes acontece de uma peça baixar, enquanto outra aumenta, como é no caso da parte traseira bovina que baixou, enquanto que a carne de porco subiu", destaca.

Ele ressalta que as peças mais procuradas são contra-filé, coxão mole, alcatra e fraldinha (churrasco). "Na parte de frango, é a coxa. Mesmo assim, compram menos, principalmente os supérfluos, como o pão de alho, queijos e temperos. Devemos manter os preços mais baixos por mais duas ou três semanas e esperamos um aumento de 20% nas vendas", avisa o comerciante.


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