Indaiatuba

Cidade é a 2ª mais violenta para deficientes

VIOLÊNCIA

Indaiatuba é a quarta cidade da macrorregião de Campinas com maior número de casos de violência contra pessoas com deficiência. Foram 149 registros entre maio de 2014 e maio de 2016, segundo levantamento da Diretoria Regional de Assistência e Desenvolvimento Social (Drads) da região, que é vinculada à Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social. Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), a cidade ocupa a segunda colocação, atrás apenas de Campinas.

Os números correspondem a 5,41% do total da região, que teve 2.752 casos no mesmo período. A cidade com mais casos é Campinas, com 671 (24,38%); seguida de Jundiaí, com 266 (9,67%); e Bragança Paulista, com 168 (6,10%). São 43 municípios integrantes na secretaria. As ocorrências da região representam 8,29% do total do Estado.

De acordo com Marcos Alexandre Schwerz, representante da Coordenadoria de Projetos da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, os dados são recentes, pois somente há dois anos que os boletins de ocorrência começaram a especificar as violências contra pessoas com deficiência. "Por isso, não há parâmetros para comparação, para sabermos se os casos aumentaram ou não", justifica.

"Os casos de Indaiatuba, porém, são pouco acima da média do Estado, o que merece mais atenção, mas ainda não é tão preocupante", pondera.

Dentro de casa

O tipo de violência com maior número de ocorrências é a física, com 47,94% do total na região. Na sequência, a violência intelectual (20,44%), auditiva (14,93%), visual (12,39%) e múltipla (4,3%). Os homens são os mais abusados, num total de 54,56% dos casos, enquanto as mulheres representam 39,96% dos registros e nos outros 5,48% foram ignorados o sexo.

Schwerz explica que a violência psicológica não é a mais frequente, mas engloba uma série de atos preocupantes. "Nesse campo, se encaixam ameaças, bullying, coerção", comenta, revelando outro índice: "cerca de 72% dos casos estão dentro de casa, vêm da própria família ou cuidadores".

Apesar de parecerem assustadores, esses dados podem ser mais facilmente combatidos. "A partir do momento que se cria políticas para melhorar a situação do cuidador, isso é refletido diretamente nesse índice", enfatiza Schwerz. "Criando políticas para entrar nessas casas, conseguimos reduzir esses casos, apenas ajudando os cuidadores dessas pessoas, o que funciona também para os idosos", conclui.


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