Indaiatuba

Satisfação com saúde pública chega a 85%

SAÚDE

A saúde pública de Indaiatuba é a melhor da região, apesar das dificuldades surgidas com a recessão econômica brasileira, afirma o secretário municipal José Roberto Stefani. Ele traça um paralelo do serviço oferecido em outros municípios da região e do País, e atesta que a cidade conta com índices de satisfação altíssimos.

"Frente ao cenário que vivemos atualmente, é necessário fazermos esta comparação em relação aos municípios vizinhos e até a outras regiões do Brasil, pois temos índices em torno de 80% a 85% de aprovação, enquanto as demais cidades têm apenas 60% de satisfação no serviço prestado na saúde", revela Stefani.

A crise econômica acaba sendo fator decisivo nessas avaliações. "Desde o agravamento da crise, tivemos um aumento acima do esperado na demanda dos atendimentos, em torno de 30% a 40%", aponta o secretário. "Quando construímos o novo pronto-socorro (PS) do Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc) nós já sabíamos que isso iria acontecer; porém, o que nos pegou na contramão foi justamente a crise econômica e o corte de verbas, tanto federal quanto estadual. Mesmo assim, não deixamos de atender ninguém", assevera.

Ele acrescenta que, até o final deste ano a nova ala do Haoc deverá ser concluída. "Isso deverá melhorar bastante os atendimentos, já que estamos no limite em todas as unidades. Além disso, na época do inverno, as enfermidades respiratórias fazem com que o fluxo de pacientes aumente. Com o fim da estação, o movimento deve cair e teremos mais fôlego para prosseguir com as obras do hospital", argumenta.

Já prevendo o aumento da demanda, Stefani comenta que plantonistas foram inseridos em algumas unidades de saúde. "Estamos fazendo um teste para ver se a medida terá um bom custo-benefício nos serviços de urgência e emergência", completa.

Verbas

O corte de verbas dos governos federal e estadual representa um agravante significativo.

De acordo com o chefe da Saúde, todos os aumentos nos repasses programados para o município não vieram. "Com isso, os projetos ficaram prejudicados. O corte em si foi de 10%, porém, temos uma demanda crescente e permanecermos com o mesmo orçamento significa uma retração", compara. "Para ter uma ideia: desde o início do ano, temos aprovado o repasse de R$ 1 milhão por mês, destinados a atendimentos de alta e média complexidade; está lá na mesa do ministro, que, inclusive, reconhece que deve, mas não se sabe quando será pago", lamenta.

Mesmo frente aos problemas, o secretário diz que não há razão para alarmes. "Não teremos grandes dificuldades para encerrar 2016, já que nos preparamos para esses eventos. O orçamento está equilibrado e ninguém precisa ter medo de ficar sem medicamentos ou procedimentos, e nem os funcionários ficarão sem receber os salários. A partir do ano que vem vamos aguardar a posição da União, o que preocupa um pouco; porém, acredito que o bom senso irá prevalecer", opina Stefani.

Inauguração

O secretário não divulgou a data de inauguração do novo prédio do Haoc, mas destaca que farão todos os esforços para que comece a funcionar no primeiro semestre de 2017. "Vale lembrar que a construção está associada à vinda da faculdade de Medicina para Indaiatuba; o projeto ainda está sob a análise do Ministério da Educação, o que é positivo, pois significa que não foi rejeitado", alega.

Stefani menciona ainda os atendimentos dispensados a pacientes vindos de outras localidades. "Pessoas de todo o Brasil vêm se tratar no município e não temos o levantamento de quantos são, nem das localidades, visto que eles se instalam em casas de parentes e simulam morar aqui", conclui.


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