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Para evitar multas, motoristas buscam mudanças na iluminação

ALTERNATIVA

Em vigor desde o dia 8 de julho, a Lei nº 13.290, que obriga o uso do farol baixo durante o dia nas estradas, tem levado muitos condutores às autoelétricas para tentar modificar o esquema de iluminação veicular, a fim de que as luzes dianteiras acendam automaticamente. Entretanto, no caso de modelos seminovos o procedimento pode comprometer outras funções do carro.

Segundo informações coletadas em algumas oficinas mecânicas, há muitos consumidores buscando pelo serviço de alteração nos faróis, porém, os profissionais da área chamam a atenção para alguns detalhes. "Nos carros mais antigos o procedimento é mais fácil; assim mesmo, não é em todos", alerta o mecânico Marcelo Santos. "Vai depender do modelo do veículo; mas, de qualquer forma, nós evitamos realizar este tipo de procedimento, pois é muito complicado, já que mexe com a estrutura original", observa.

Marcelo diz que até mesmo nos veículos de fabricação mais recente a mudança não é indicada. "Nesses casos, aconselhamos o proprietário levar o carro direto na concessionária, pois, qualquer interferência que fizermos pode interferir em outras funções e comprometer o desempenho do veículo", explica.

Conforme determina a legislação, as luzes de posição, mesmo acompanhadas dos faróis de milha ou de neblina. Assim, o veículo que estiver nessas condições poderá ser autuado. O que vale é somente o uso dos faróis baixos ou luzes diurnas, existentes em veículos mais novos. Porém, a Lei estabelece que esses dispositivos sejam compostos por lâmpadas led, o que significa que alguns modelos ficam de fora, entre os quais o Fiat 500 e o Renaut Duster - que devem ter o farol baixo aceso.

Para o assistente administrativo Marcelo Barbosa, punir os excessos é uma coisa, mas, tornar a lei complicada para os motoristas é uma verdadeira armadilha. "Se você está em uma via com limite de 60 km/h e o carro passa a quase 100 km/h, acho que tem de multar mesmo. Agora, essa lei do farol baixo é fonte milionária de arrecadação do governo", critica.

O motociclista Rodrigo Silveira, por sua vez, cita alguns problemas que surgem na prática. "Para quem está trafegando em trechos urbanos das rodovias com milhares de faróis acesos ao mesmo tempo, sente um cansaço visual. Isso sem falar dos inúmeros equipamentos desregulados", cita.


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