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Anvisa amplia faixa etária para vacina contra meningite

VACINA

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou a indicação de faixa etária da vacina meningocócica ACWY (conjugada), Menveo®, para uso pediátrico a partir dos dois meses de idade, bem como para adolescentes e adultos.

A vacina é indicada para a prevenção da doença meningocócica invasiva e imuniza contra a bactéria Neisseria meinigitidis, dos grupos A, C, W e Y. Em lactentes entre dois e seis meses de idade, são necessárias três doses, cada uma de 0,5 ml, com um intervalo de dois meses; e a quarta dose, que deve ser administrada durante o segundo ano de vida (entre 12 e 16 meses).

Já em crianças não vacinadas, com idades entre sete e 23 meses, a vacina ACWY deve ser aplicada em duas doses, com a segunda dose no segundo ano de vida e, ao menos, dois meses depois da primeira aplicação. Nos pequenos a partir dos dois anos, assim como em adolescentes e adultos, a meningocócica conjugada deve ser aplicada em dose única de 0,5 ml.

A medida foi lançada por meio da Resolução nº 1.394, publicada no Diário Oficial da União, e a Sociedade Brasileira de Pediatria já incorporou esta ampliação de faixa etária nas recomendações de seu calendário de vacinação.

Conforme informado pela Secretaria Municipal de Saúde, via assessoria, a vacina é somente ministrada na rede particular. A rede básica de saúde, por sua vez, fornece somente a meningo C, que é ofertada a partir dos dois meses, sendo aplicada aos três meses e aos cinco meses com um reforço aos 12 meses. Pode ser aplicada até os 4 anos de idade.

A doença

Estima-se que 500 mil novos casos de meningite meningocócica surjam por ano no mundo, e desses resultem em 50 mil óbitos. "Trata-se de uma doença muito rápida, que se manifesta como meningite bacteriana e envolve a medula espinhal até o cérebro", explica a médica pediatra Tatiane Maeti. "A meningite é mais comum na infância, mas pode ocorrer em qualquer idade".

Vários fatores podem desencadear a meningite, que pode ser provocada por bactérias ou vírus. "As mais temidas são as causadas por bactérias, que são a meningocócica, a pneumocócica e por hemófilos. Para as duas primeiras, a vacina está disponível pelo Sistema Único de Saúde desde 2012. As virais, por sua vez, são mais simples e dispensam o uso de medicamentos, bastando apenas o soro e o monitoramento, pois o próprio organismo combate a doença", aponta a médica.

A especialista reforça que a doença chega de forma inesperada. "Assim que uma bactéria ou vírus vence as defesas do organismo e se aninha nas meninges, estas se inflamam. Os sintomas mais comuns são dor de cabeça, rigidez da nuca, febre súbita e muito alta. No caso das crianças, elas apresentam alterações de comportamento, entre elas, sonolência em excesso e irritação", cita a doutora.

Tratamento

A meningite é frequentemente associada à infecção grave e que pode deixar sequelas. "A ideia surgiu de um tipo específico de meningite, provocada pela bactéria meningococo, que é transmitida pelas vias respiratórias. Assim, o convívio muito próximo entre as pessoas, por mais de três horas diárias, favorece a transmissão da bactéria, que passa do nariz para o sangue e é levada ao cérebro, onde estão as meninges", detalha Tatiane.

Ela salienta que, quanto mais rápido for o tratamento, menor a possibilidade do quadro se agravar. "Feito o diagnóstico da meningite, providenciamos o exame líquido da espinha para conhecer o tipo de agente infeccioso. Se tratar-se de uma bactéria, o antibiótico deve ser ministrado imediatamente. Caso seja viral, apenas os cuidados básicos utilizados em viroses já resolvem o problema", orienta a médica.


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