Indaiatuba

Empresa de reciclagem registra aumento de 20% no lixo eletrônico

Uma empresa de reciclagem, localizada em Campinas, registrou em junho o aumento de 20% no recebimento de lixo eletrônico da região, incluindo Indaiatuba. Foram 240 toneladas de resíduos conhecidos também como e-lixo, que foram inseridos em conteineres e enviados para Cingapura, onde passarão por um processo de refinagem de 17 metais diferentes: ferrosos, não ferrosos, preciosos e raros, extraídos dos resíduos, entre eles platina, prata, cobre e ouro.

"O número elevado de recolhimento deve-se aos fechamentos e balanços financeiros que as empresas realizam neste período do ano. É o momento de descarte e de renovação também", explica a diretora executiva da empresa no Brasil, Ana Cláudia Drugovich.

O primeiro passo do processo de reciclagem é feito em Campinas, e inclui serviços de separação, descaracterização dos equipamentos, laudos de destruição e garantia de que os mesmos não serão reutilizados, aterrados ou incinerados de maneira inadequada e, principalmente, não haverá a reutilização de partes e componentes no mercado paralelo. "Somos inovadores na busca constante novas formas de gerir lixo eletrônico", diz Ana Cláudia.

A maior parte do lixo coletado vem das grandes empresas; embora a companhia trabalhe com o mercado corporativo, ela possibilita também que o descarte correto do e-lixo seja feito pelo usuário comum. Para isso, basta encaminhar os materiais para as sedes da empresa e fazer negócio. "Nós recebemos, avaliamos o material, fazemos a pesagem e reembolsamos o usuário. Isso tudo faz parte da estratégia global de sustentabilidade e de combate ao reuso inadequado dos componentes eletrônicos. Dessa forma, colaboramos ainda com a preservação do meio ambiente, conservando os recursos naturais", argumenta a executiva.

Descarte certo

O descarte de pilhas e baterias é uma regra, conforme a resolução nº 257, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama); e de acordo com a Lei Municipal 4.060, de setembro de 2001, deve ser efetuado o sistema de 'logística reversa', ou seja, as pilhas e baterias devem ser devolvidas nos locais onde foram compradas.

Em sua última reunião, ocorrida na semana passada, o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema) discutiu a necessidade de implantação do Plano de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos (PGIRS). Segundo a comissão técnica formada, não existe no Brasil um esquema de devolução ecologicamente correto de pilhas e baterias, que ainda são misturados ao lixo comum.

O Comdema afirma que a Semurb faz a sua parte, e os comerciantes estão interessados na logística reversa - porém, eles questionam para onde encaminhar os resíduos recebidos dos consumidores. Assim, por enquanto, a coleta segue sendo efetuada nos ecopontos espalhados pela cidade, nos quais existem nichos específicos para depósito deste tipo de material.


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