Indaiatuba

Mãe teme negligência com bebê em hospital

FALTA DE CUIDADO

A mãe de um bebê de sete meses, internado desde o nascimento no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc), teme pelo filho, que, segundo ela, não tem recebido os cuidados necessários, já que a criança necessita de um tipo de leite especial, que deve ser administrado a cada três horas.

Ainda de acordo com o relato da mãe, o pequeno, muitas vezes, passa muitas horas sem receber o alimento; em outras ocasiões, recebe duas doses do leite. "As enfermeiras não respeitam os horários da alimentação dele; às vezes, ficam sem dar o leite, e em outras, dão em quantidade excessiva, e o bebê já chegou a vomitar por causa disso", conta.

Uma acompanhante, con-tratada pela mãe, fica com a criança o dia todo no hospital. "Acontece que eles não permitem que ela alimente, nem troque meu filho", assevera a mulher, indignada. "Eles não fazem e nem deixam ela ajudar."

O menino está internado no hospital desde o nascimento, em janeiro de 2016. "Durante o parto, a equipe médica percebeu que o cordão umbilical estava em torno do pescoço do meu filho. Isso não foi observado quando fiz o pré-natal, já que o exame acusou que estava tudo certo", continua.

"Ficamos sem entender o que aconteceu, porque, assim que comecei a sentir as contrações, fui para o hospital. A bolsa estourou por volta das 16h30, mas o parto foi feito só depois da meia-noite", lembra a mãe.

Logo após o nascimento do pequeno, ela fala que ele foi levado para a câmara de oxigênio, porém, não respondeu ao tratamento e teve de ser encaminhado para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). "O bebê ficou entubado por 25 dias; logo depois, chegamos a levá-lo para fazer exames na Unicamp, onde ele permaneceu por três dias; mas, como eles alegaram não ter capacidade para exames em centro cirúrgico lá, tivemos que levar para Sumaré", detalha.

Cuidados

Após a conclusão dos exames médicos, a criança precisou de uma traqueostomia (intervenção cirúrgica para a passagem de ar) e gastrostomia (procedimento para introdução de alimentos no estômago). O bebê ainda apresenta paralisia das cordas vocais. "Foi feita a tomografia e os médicos disseram que há chances das cordas vocais se recuperarem até os três anos de idade. Porém, minha preocupação é a de que, nesses sete meses de internação, ele já pegou quatro bactérias hospitalares", ressalta.

Atualmente, o bebê está em um quarto junto com outra criança, e a mãe teme nova infecção; por isso, ela pede que o garotinho seja transferido para um quarto isolado, ou que o hospital autorize a internação domiciliar. "Sou técnica em enfermagem e já tenho boa parte do necessário para cuidar dele em casa. Apenas falta conseguir o aparelho respirador (bipap), que solicitei junto à farmácia alto custo", comenta.

Atualmente, a acompanhante fica com o bebê durante o dia, e a mãe concilia o trabalho diário e as noites ao lado do filho. "Nos finais de semana, meu marido e meu sogro se revezam para ficar com ele. Não vejo a hora de resolver isso - o hospital ficou de alugar um respirador para ver se o bebê se adapta, mas até o momento, isso não aconteceu; só me falam que está em andamento", aponta.


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