Indaiatuba

Cerca de 60% dos endividados do país conseguiram honrar as contas

Pesquisa inédita realizada pela Serasa com 8.135 consumidores nas agências de todo o país revelou que das 89% das pessoas que estabeleceram como meta priorizar o pagamento das contas em dia em 2016, 61,9% afirmaram terem cumprido o objetivo no primeiro semestre do ano.

Para a diretora do SerasaConsumidor, Fernanda Monnerat, mesmo diante do atual cenário econômico, as pessoas estão buscando alternativas para pagar as contas e ficar com o nome limpo. "O consumidor tem demonstrado interesse em zelar pelo o seu nome e, mesmo encontrando dificuldades financeiras, acaba indo atrás de linhas de crédito, sacando dinheiro da poupança e até mesmo tentando aumentar a fonte de renda para não atrasar as dívidas".

Dificuldade

Por outro lado, de acordo com pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 46,5% dos inadimplentes não vão conseguir pagar as dívidas nos próximos três meses. Seis em cada dez entrevistados acreditam que a situação financeira piorou na comparação com o ano passado, seja em razão do endividamento (24,4%), porque estão desempregados (16,4%) ou pelo fato da renda ter diminuído (20,4%). "Nos últimos anos, a recessão, o desemprego e os efeitos da inflação enfraqueceram o poder de compra das pessoas. Ao mesmo tempo, o acesso ao crédito se tornou mais restrito, uma vez que as concedentes começaram a exigir maiores garantias dos tomadores", explica Roque Pellizzaro, presidente do SPC Brasil. "A dívida menor pode ser um sinal de que está mais difícil conseguir dinheiro emprestado para comprar; como consequência há a queda do endividamento, ao menos temporariamente".

Disciplina

O educador financeiro Reinaldo Domingos chama a atenção para as dívidas sem valor, que comprometem o orçamento de boa parte das famílias. "Este tipo de dívida é o resultado de compras sem valor, quase sempre feitas por impulso".

Ele também esclarece sobre a ilusão do crédito fácil. "Se a pessoa não tem dinheiro para adquirir um bem à vista, a melhor opção é ela poupar uma parte do valor, fazer pesquisa em várias lojas e tentar parcelar, pelo menos, 50% do custo do produto; e as parcelas devem ser, no máximo, em até três vezes sem juros. Além disso, é necessário estar seguro de que a compra será integralmente paga no futuro".

Dica

Para sair da inadimplência, Domingos sugere primeiramente, fazer o levantamento detalhado das dívidas, separando-as por valores, taxas de juros e prazos. "Em seguida, reflita sobre os gastos não essenciais que podem ser cortados. Caso não possa eliminar essas contas, tente reduzi-las em 25% do valor", ensina.


Fonte:


Notícias relevantes: