Indaiatuba

Mercado imobiliário retoma crescimento

IMOBILIÁRIO

O setor imobiliário é um dos que mais sentiram os efeitos da crise econômica, porém, nos últimos tempos vem percebendo ligeira recuperação.

Segundo profissionais da área, os indicativos dessa virada incluem o aumento dos lançamentos, a mudança nas regras de financiamento feitas pela Caixa Econômica Federal (CEF) e a volta da confiança dos consumidores.

As notícias positivas em relação ao mercado imobiliário animam os empresários do setor em todo o país e, em Indaiatuba, não é diferente.

A presidente da Congesa, Adriana Mazzoni, acredita que as mudanças da CEF representam um forte sinal da retomada do crescimento da economia. "O imóvel é um bem de primeira necessidade, os preços estão equilibrados e, quando o mercado reaquecer, haverá escassez", pontua.

O especialista na área, Luiz Gustavo Gama, tem a mesma opinião e acrescenta que as melhorias são para a recuperação do crédito e de empréstimos para o construtor. "Me atrevo a dizer que estamos vivendo o melhor momento nos próximos cinco anos, pois, com uma melhor economia, há o consequente aumento de valores e de taxas sobre os financiamentos. O cenário para os negócios é o ideal, porque os preços ainda estão baixos, devido ao longo período de retração no setor", considera.

Cássio Luís Canova, proprietário da CLC Negócios Imobiliários, também indica aos clientes para aproveitar a boa fase. "As construtoras estão abertas a negociações e os preços estão estáveis e, em alguns casos, até mais baixos que meses passados", observa.

Financiamentos

Para os consumidores com maior poder aquisitivo, a CEF ampliou o valor do financiamento de R$ 1,5 milhão para R$ 3 milhões. Com isso, o banco pretende injetar mais R$ 16 bilhões no setor para financiar imóveis a pessoas físicas e jurídicas. A meta é a de aplicar R$ 93 bilhões em crédito imobiliário ainda em 2016. Além de alavancar as vendas, o governo pretende estimular a economia, considerando que a construção civil é um dos setores que respondem mais rapidamente às ações na economia.

Oferta

Rodolfo Baggio, gerente comercial imobiliário, considera que os índices do mercado se debruçam sobre os estoques. "Hoje, a oferta está pequena. A grande maioria das incorporadoras não tem muitas opções para venda. Isso faz parte do ciclo imobiliário - os estoques vão ficando escassos, o que permite que as incorporadoras lancem novos produtos que já nascem alinhados com o novo momento", pontua.

Já Adriana Mazzoni diz que, com o cenário favorável, é importante que o cliente avalie com atenção as ofertas, considerando o valor e a localização do imóvel, a parte legal, a qualidade, entre outros fatores. "O imóvel, além de um lugar para se viver, é um patrimônio para a vida toda; por isso, o investimento deve ser feito com toda segurança", observa.

Antes de adquirir ou investir em um imóvel, há algumas considerações a fazer, como enumera Luiz Gustavo. "Ao pensar em comprar a nova casa, o consumidor deve ter em mente os riscos do mercado de trabalho e o tempo que irá levar para quitar o imóvel. Aqui, vale citar a regra de ouro: nunca compre pela emoção", destaca o especialista.


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