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Setembro Amarelo visa combater o suicídio

Com a chegada de setembro, tiveram início as atividades de combate ao suicídio pela campanha Setembro Amarelo. O tema ainda é considerado um tabu na sociedade e, por isso, o Centro de Valorização da Vida (CVV) e outras entidades chamam a atenção para a prevenção por meio do diálogo.

Sob o slogan Falar é a Melhor Solução, as ações ocorrem em todo o País, lembrando o dia mundial de combate ao suicídio, celebrado no dia 10. A iluminação de monumentos e prédios, palestras, rodas de conversa e os seminários integram as atividades, e buscam conscientizar a sociedade a respeito de um assunto pouco falado, mas que tem impacto profundo na vida das famílias.

"A tendência das pessoas é a de fugir do problema, já que o tema suicídio não pode ser comentado abertamente", afirma Cleyde Rossi, do projeto Vale a Pena Viver, que trabalha com o combate ao suicídio na cidade. "Com isso, a família fica ainda mais isolada, o que aumenta a dor e o trauma", considera.

De acordo com dados do primeiro relatório sobre prevenção ao suicídio, elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em setembro de 2015, mais de 800 mil pessoas tiraram a própria vida por ano em todo o mundo; isso representa uma morte a cada 40 segundos. A OMS apontou ainda que 75% dos casos ocorrem em países de rendas média e baixa. O Brasil é o oitavo nessa lista.

Segundo a Organização, a prevenção é possível e, para isso, é necessária uma abordagem multissetorial abrangente, entretanto, vários países não contam com estratégias de combate. A OMS divulgou ainda que, em seu plano de ação Saúde Mental 2013-2020, há uma meta de redução de 10% dos índices de suicídio.

Relato

Cleyde revela que o caso mais difícil atendido pelo projeto foi o de uma mulher que apresentava quadro depressivo e bipolar. "O marido dela nos procurou pedindo ajuda e, na época, nós fomos até a residência do casal e conseguimos convencê-la a fazer o tratamento psicológico. Mas, foi muito complicado, devido à questão religiosa - ela não conseguia compreender o auxílio dos medicamentos indicados pelo médico, tampouco percebia o amor e atenção do marido e da família. Apesar de tudo, ela desistiu do suicídio e hoje vive bem", completa.

Um caso mais recente vivenciado por Cleyde foi o de uma mulher na faixa dos 40 anos. "Foi demorado para conquistar a confiança dela, mas, por fim, conseguimos demove-la da ideia de se matar. Na semana passada, tentei falar com ela e descobri que estava visitando familiares no Mato Grosso. Ela estava muito feliz e me contou que iria ainda para outras cidades a passeio - o que me deixou muito satisfeita", declara Cleyde.


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