Indaiatuba

Depoimento da criança é fundamental

Muitas vezes, após a notificação do abuso, os casos demoram cerca de três anos para serem julgados e, quando não há prova evidente pelo laudo do IML, durante o julgamento, o juiz leva em consideração a fala da vítima. "Por muito tempo, e até advogados do abusador, afirmam que não deu nada no laudo do IML e que não teve penetração, portanto, não houve abuso. Mas o simples tocar, apresentar filme pornô para a criança, fazer sexo oral, obrigá-la a fazer sexo oral, carícias ou jogos eróticos já é um abuso, porque você tira a inocência dessa criança", enfatiza Katia, lembrando que a fala da criança é fundamental.

Medidas preventivas

Para Katia, o melhor caminho é a prevenção. "Temos um Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente ativo em parceira com o Conselho Tutelar, temos também uma parceira bastante positiva com os juízes e com o abrigo. Há essa comunicação com a rede. No entanto, a divulgação precisa melhorar. A comissão que faço parte, de Prevenção a Violência Doméstica e Sexual da Criança e Adolescente, está justamente refletindo em como melhorar a divulgação das ações".

A conselheira comenta ainda que a cidade cresceu muito e a fila de espera para atendimento é grande. "Temos uma fila gigantesca,porque o Derefim e CAPS-i atendem a tudo. E não somente os casos de violência".

Katia acredita que Indaiatuba necessita de um centro especializado para abusos e maus-tratos a criança e adolescente. "A comissão de prevenção começou a elaborar algo nesse sentido. E estamos embasados nas estatísticas que temos; dessa forma teremos profissionais especializados focados nesse assunto".


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