Indaiatuba

Greve dos bancários avança e fecha agências particulares

GREVE

O Sindicato dos Bancários de Campinas e região, junto à categoria, decidiu continuar com a greve, que atinge hoje o 19º dia e avançou em Indaiatuba. Ontem, as agências dos bancos privados também aderiram ao movimento, em paralelo às do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econômica Federal (CEF), paralisadas desde o início da campanha.

Na terça-feira, quando completaram 15 dias de paralisações, as lideranças sindicais reforçaram a insatisfação da categoria em relação à proposta feita pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), feita no final de agosto. "A greve segue intensa, e vamos continuar recusando a proposta ridícula dos bancos, que pretendem compensar o reajuste salarial e a reposição da inflação só com abono", criticou a presidente do Sindicato, Ana Stela Alves de Lima.

No dia 9 de setembro, a Fenaban propôs um reajuste de 7% e abono de R$ 3 mil; para os bancários, isso foi uma provocação, pois a oferta representa perda de 2,45%. "O índice não repõe sequer a inflação acumulada entre setembro de 2015 e agosto de2016, que atingiu 9,2%", rebateu a presidente do Sindicato.

A categoria reivindica a reposição da inflação, mais 5% de aumento real, além de participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários, e piso de R$ 3,9 mil, entre outros benefícios. Na última quinta-feira, uma nova assembleia foi realizada na sede do Sindicato, para avaliar os rumos da greve, que completa quase 20 dias.

Expansão

O diretor regional do Sindicato em Indaiatuba, Jacó dos Santos Bastos, disse que tem participado de todas as assembleias e que as lideranças sindicais estão fazendo ações nas cidades da região, com o objetivo de engajar os trabalhadores no movimento. "Desde a manhã de ontem, os bancos privados do município também aderiram à greve", sinalizou.

O balanço parcial divulgado pelo Sindicato ontem à tarde mostrou que os bancários de 291 locais de trabalho aderiram à greve, sendo 155 em Campinas e 136 em 33 das 36 cidades que compõem a base do Sindicato. No País, a paralisação atingiu 13.096 agências e 36 centros administrativos.

Entre as ações do Sindicato está a carta distribuída à população. Intitulado Banqueiros gananciosos choram de barriga cheia, o documento revela o lucro líquido, postos de trabalho fechados e a receita com prestação de serviços e tarifas dos bancos.

Na próxima segunda-feira, o Comando Nacional dos Bancários se reúne em São Paulo para avaliar a greve e definir os rumos da campanha. Segundo os dados, só no primeiro semestre de 2016, cinco instituições financeiras perceberam lucro líquido de R$ 29,7 bilhões; R$ 55 bi de recita com tarifas e serviços; e fecharam 7.897 postos de trabalho.

"Diante de tanta ganância, intransigência, a greve é o único instrumento para sensibilizar os banqueiros", afirmou Stela.


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