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Clientes enfrentam dificuldades para utilização dos serviços dos bancos

Com a interrupção do atendimento nas agências bancárias, a população se arranja como pode para solucionar questões mais complicadas. Apesar de uma parcela dos funcionários permanecerem nos locais de trabalho, os clientes não conseguem ter seus problemas completamente solucionados.

Os bancos privados estão com atendimento parcial; mas os clientes podem realizar normalmente saques, pagamentos, empréstimos e transferências de valores nos caixas eletrônicos, pela internet ou por telefone.

O sistema da CEF do Centro, no entanto, estava inoperante na manhã de ontem. Vanessa dos Santos, desempregada, não conseguiu sacar o FGTS. "Já tenho a chave de segurança, mas o sistema do banco não está funcionando; eu poderia sacar na lotérica, mas, por conta do valor, isso também não será possível", lamentou. Segundo a gerência, as operações no caixa eletrônico e pela internet estão sendo concluídas; já os saques e depósitos podem ser feitos em lotéricas, desde que o valor não ultrapasse R$ 1,5 mil.

O empresário e cliente do BB, Alfredo Wagner Hackman, considera a paralisação um desrespeito à população. "Os mais velhos são os que mais sofrem, já que boa parte não tem acesso à internet e muitos não sabem operar os caixas eletrônicos. O que nos salva é que a compensação está ocorrendo normalmente", critica.

O advogado Manuel Chio está encontrando dificuldades em pagar a fatura do cartão de crédito. "Eu tenho um cartão de loja pelo BB, mas não estou conseguindo acessar o boleto, apenas a fatura; o pior é que o aplicativo do banco parou há cinco dias", reclama. Ele disse ainda que iria procurar a gerência para tentar resolver a questão.

Segundo a gerente da agência do BB no Centro, os clientes conseguem fazer empréstimos direto no caixa eletrônico, desde que tenham limites pré-aprovados. Outros serviços podem ser efetuados nos Correios ou com o correspondente bancário, que atende na área externa da agência.


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