Indaiatuba

Greve dos bancos chega ao 28º dia sem negociação

GREVE

A greve dos bancos chega ao 28º dia hoje. Em Indaiatuba, ontem, 14 agências estavam fechadas. Segundo o diretor regional de Indaiatuba do Sindicato dos Bancários de Campinas, Jacó dos Santos, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não fez outra proposta. Com isso, todas as agências bancárias do Centro de Indaiatuba, exceto a do Itaú, e também as agências da Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco do Brasil (BB) dos bairros continuam fechadas.

Na sexta-feira, dia 30, 15 agências tinham aderido à greve, mas na manhã de ontem, dia 3, o Itaú do Centro abriu. "Ontem, todas as agências do Centro continuaram fechadas, apenas o Itaú abriu porque usou da força policial para que os funcionários entrassem", relata. "Chegamos à agência para conversar com os funcionários e vieram ordens dos superiores do banco para chamar a polícia e, assim, os funcionários entraram", acrescenta Jacó. "Infelizmente, isso está acontecendo em demais municípios", conta Santos. "Nesta terça-feira, vamos novamente tentar fechar a agência do Itaú do Centro". Na noite de ontem, os bancários tiveram uma nova assembleia em Campinas para mostrar a proposta da Fenaban, que já foi rejeitada na própria mesa de negociação.

Comércio

Como já divulgado pela Tribuna, caso a greve se prolongue as vendas do comércio pode ter um impacto potencial diário de até 5,95%, segundo estimativa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Santos complementa que este impacto pode interferir até nas vendas do Dia das Crianças. "A Fenaban não está preocupada com os funcionários e nem com os seus clientes. Os bancos devem continuar usando da força policial para tentar enfraquecer a greve e isso pode demorar mais ainda para chegar a uma negociação. Mesmo chegando o Dia das Crianças, data que o comércio precisa girar, a Fenaban não se posicionou para marcar uma novo reunião", comenta o dirigente.

Rejeição

O Comando Nacional dos Bancários rejeitou a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na quinta rodada de negociação que aconteceu quarta-feira, dia 28, em São Paulo. A proposta da Federação previa um reajuste de 7% sobre salários, verbas, tíquetes e auxílios; abono de R$ 3,5 mil; e, em 2017, reposição da inflação (setembro de 2016 a agosto de 2017), mais 0,5% de aumento real.

Segundo o sindicato, o reajuste de 7% é o mesmo apresentado na primeira rodada de negociação após a deflagração da greve. A inflação acumulada entre os meses de setembro de 2015 e agosto deste ano, foi de 9,62%. Quanto ao abono, passou de R$ 3,3 mil para R$ 3,5 mil; antes da greve era de R$ 3 mil.


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